Batata-doce competitiva e sustentável regada pelo Mira Primeiro Dia Aberto do projeto - dia 18 de setembro

No âmbito do Grupo Operacional “+BDMIRA – Batata-doce competitiva e sustentável no Perímetro de Rega do Mira: técnicas culturais inovadoras e dinâmica organizacional” vai realizar-se no dia 18/9/2019 o 1º Dia Aberto do projeto, no Cavaleiro.

A batata-doce (Ipomoea batatas L.), originária da América Central e Sul, é rica em β-caroteno, vitaminas A e C, açúcares com baixos índices glicémicos, fibras e antioxidantes.

A produtividade da batata-doce no Perímetro de Rega do Mira (PRM) tem vindo a diminuir, devido ao acréscimo de problemas fitossanitários emergentes e à falta de Boas Práticas Agrícolas, tais como a utilização de material são na plantação, a manutenção do bom estado fitossanitário da cultura, adequadas tecnologias de produção (fertilização, rega, etc.) e meios de proteção e conservação pós-colheita adequados, em produção integrada (PRODI) e em agricultura biológica (MPB). Este problema afeta, entre outras, a variedade Lira que desde 2009, é uma Indicação Geográfica Protegida (IGP), com a designação de ”Batata-doce de Aljezur”.

A cultura é afetada por cerca de 30 vírus. Para controlar viroses há que utilizar plantas isentas de vírus obtidas por cultura de tecidos e controlar vetores e infestantes. Muitos vírus são difíceis de detetar por sintomas, mas são-no facilmente por técnicas serológicas e moleculares. Impõe-se conhecer a incidência dos vírus e seus vetores que afetam a ‘Lira’, promover a disponibilidade de materiais de propagação sãos e ainda definir uma estratégia de produção sustentável. Atender-se-á também à fase de pós-colheita, na qual as principais perdas se devem a danos mecânicos, abrolhamento, perda de água, danos por frio e podridões (Rhizopus spp. – podridão mole, Ceratocystis sp. – podridão preta, Fusarium spp. e Pseudomonas spp.).

O consumidor nacional procura cada vez mais este produto pelas suas qualidades nutricionais pelo que é necessário aumentar o potencial de produção de propágulos de qualidade (isentos de vírus e outras doenças) para os produtores, de forma a constituir-se um grupo capaz de satisfazer as necessidades da crescente procura nacional e internacional, minimizando o recurso à importação tanto de materiais para plantação, como da própria batata.

Pretende-se, com este Dia Aberto, dar a conhecer o projeto +BDMIRA, as atividades desenvolvidas e os resultados até agora alcançados, assim como promover a partilha de informação entre todos os presentes.

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição, para efeitos de logística, através deste formulário.

O projeto +BDMIRA tem como parceiros o INIAV (Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária), ESA/IPS (Escola Superior Agrária de Santarém), AHSA (Associação de Horticultores, Fruticultores e Floricultores do Sudoeste Alentejano), ASF (Atlantic Sun Farms – produtor de Batata-Doce em Odemira) e Gemüsering (produtor de Batata-Doce em Odemira).

Sobre o Autor

Em 2015, mercúrio nascia em Odemira como jornal mensal em papel; libertando-se para uma existência apenas digital, com uma presença online renovada e dinâmica, quatro anos depois, corria o mês de Outubro.

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