LEGISLATIVAS 2015

Coligação "Portugal à Frente" - PSD/CDS

Nilza Marília de Sena, 38 anos, professora universitária

2015-09-02
"Serei uma interlocutora privilegiada junto dos principais canais de decisão e estarei atenta às necessidades e anseios das populações"

Nilza Marília de Sena, 38 anos, professora universitária, Mestrado em Ciência Política e Doutoramento em Ciências Sociais na especialidade de Sociologia. Atual deputada da Assembleia da República pelo círculo eleitoral de Coimbra.

 

 

1 - Quais as razões subjacentes a ter aceitado encabeçar a lista do seu partido/coligação, pelo distrito de Beja?

 

Candidato-me por Beja, em primeiro lugar, porque gosto do Alentejo e das suas gentes. Ao longo dos últimos anos trabalhei os temas da educação, as políticas de família, as questões da demografia, do envelhecimento e da natalidade. Beja é dos distritos em que estes desafios são mais prementes e, por conseguinte, posso dar um contributo relevante.

Este distrito é a região nacional com maior potencial de crescimento, o que me dá uma motivação acrescida para trabalhar pela terra.

 

Mesmo com as contingências dos últimos 4 anos, foi possível fazer muito por esta região, como se comprova pelo investimento na conclusão do Alqueva. Caso nos seja dada a oportunidade de prosseguir com a governação, a próxima legislatura será de prosperidade para o país e para este distrito, como se constata através do crescimento da economia no último ano.

 

 

2 - Quais são, neste momento, as necessidades prioritárias da região?

 

Vejo como principais desafios o combate à desertificação, ao despovoamento e ao envelhecimento da população. E é muito importante dar garantias de apoio aos mais idosos, facilitando o acesso aos cuidados de saúde, evitando o seu isolamento, promovendo proximidade no atendimento e atuando prioritariamente nos locais de residência. É crucial levar os cuidados a quem deles precisa.

 

Também é incontornável garantir fatores de competitividade na economia regional, atrair a fixação de jovens e estimular a confiança que permite captar mais investimento para o distrito.

 

 

3 - A economia portuguesa cresceu 1,5% no segundo trimestre de 2015, face ao período homólogo, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística. De que forma pode o Baixo Alentejo contribuir para fortalecer a economia da região e do país?

 

Importa sublinhar o facto subjacente à sua pergunta. Portugal está a crescer, algo que o atual governo e os portugueses conseguiram alcançar, apesar do rigor imposto pelo programa de assistência. Todos diziam que seria necessário um segundo resgate e que o país estava condenado. Afinal, Portugal deu a volta, está a crescer e o desemprego está a diminuir. Fizemos muitos sacrifícios e valeram a pena. O Baixo Alentejo e os seus residentes deram um importante contributo para a saída da crise e o início da retoma.

 

Para o novo ciclo o país precisa que esta região continue a dar o seu contributo. Para o efeito, entendo que se deve continuar a trabalhar para maximizar o potencial do conjunto de atividades económicas em torno do Alqueva, da agricultura, da agroindústria e do turismo. É também necessário encarar a extensão do território, a costa, o aeroporto e o Instituto Politécnico como significativas mais-valias. O distrito tem ainda um enorme potencial em domínios emergentes como a ciência, de que é excelente exemplo o maior radiotelescópio do mundo.

 

 

4 - Quais são as principais linhas programáticas que apresenta para o desenvolvimento da região?

 

Naturalmente que a estratégia de desenvolvimento da região é tributária e beneficiária de vários documentos de referência entre os quais: o Portugal 2020.

 

Da nossa estratégia para esta região sublinho as seguintes apostas: extensão do regadio do Alqueva às áreas que não foram incluídas na 1ª fase em cerca de 25 mil hectares, além dos 120 mil já garantidos; constituição de um cluster aeronáutico no aeroporto de Beja; criação de medidas para fixação de médicos e outros prestadores de saúde; retorno e reintegração do concelho de Odemira na Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo; promoção de intervenções em alguns estabelecimentos escolares do Distrito, nomeadamente nos concelhos de Castro Verde, Odemira e Serpa e defender a valorização do Ensino Politécnico no interior. Enaltecer e apoiar o Cante Alentejano e continuar a dinamizar o Turismo Rural.

 

 

5 - No que diz respeito à agricultura, o regadio do Alqueva veio possibilitar a diversificação da agricultura. Como vê esta mudança na paisagem, que prós e contras identifica?

 

A significativa mudança da paisagem é em grande medida bastante positiva, pois é consequência de novas oportunidades que se abriram para esta região. O país, com a ajuda da U.E., fez um grande investimento no Alentejo, principalmente na EDIA, e está certamente muito satisfeito pela forma vigorosa como os empresários e as populações em geral souberam agarrar as oportunidades. Foi esta dinâmica que permitiu garantir que até 2016 estarão prontos cerca de 120 mil hectares de regadio. Identifico ainda outros fenómenos positivos advindos do Alqueva, como a existência de novas culturas e espécies, o aumento do turismo rural e o crescimento do investimento estrangeiro que já totaliza cerca de 150 investidores, demonstrando o potencial que este distrito tem para se tornar um ponto forte da economia nacional. Evidentemente, para assegurarmos o futuro temos que garantir que o desenvolvimento se faz de forma sustentável, sendo necessário assegurar que não se esgotem os recursos existentes. É um risco para o qual temos de estar vigilantes, mas que estou certa saberemos prevenir.

 

 

6 - O distrito de Beja é o maior do país, no que diz respeito à área. As distâncias a percorrer para aceder a serviços importantes para os cidadãos também são elevadas, como acontece por exemplo no caso de Odemira e de Barrancos. O que deve ser feito para que nenhum cidadão se prive de usufruir de serviços, por impossibilidades geográficas, financeiras e/ ou outras?

 

Penso que essa questão pode ser ultrapassada com o apoio de fundos europeus no período que decorrerá até 2020, pois como é público haverá condições dirigidas especificamente para estes territórios, que irão solucionar algumas destas questões.

 

 

7 - O que entende que a distingue dos outros candidatos a deputados das listas concorrentes?

 

Como disse anteriormente, na última legislatura empenhei-me fortemente em dossiers importantes para a região e penso que serei uma interlocutora privilegiada junto dos principais canais de decisão. Uma vez eleita representarei todos os Bejenses e não apenas os que votarem em mim. Estarei atenta às necessidades e anseios das populações e disponível para ajudar a resolver os seus problemas.