E SE ALGUÉM SOUBESSE A RESPOSTA?

Estilos e Práticas Educativas Parentais

comportamentos específicos dos pais


Por:Maria Monteiro

London Scout
2016-04-11
E. P. E. P. são consideradas estratégias com o único objetivo de incentivar ou suprimir comportamentos considerados adequados ou inadequados

O seu filho de 12 anos diz-lhe: “Porque é que eu tenho de tratar do cão e ir deitar o lixo ao contentor? A mãe do Pedro não o manda fazer essas coisas todas! Não estás a ser justo! Os miúdos não deviam ter de fazer este trabalho todo. Ninguém tem de fazer tanto como eu faço”. O que responderia? (escreva o que diria num papel antes de continuar a ler, sim, escreva num instante!)

 

Os pais ao envolverem-se numa situação, que surge no dia-a-dia, na interação pais-filhos vão adotar um padrão ou seja, uma “forma habitual de comportamento parental que é ativado pelo clima emocional do acontecimento e que vai gerar um conjunto de atitudes em ambos”. Estamos a falar de Estilos e Práticas Educativas Parentais. Link

 

Grusec e Goodnow (1994) referem que “a escolha do Estilo Educativo Parental é uma relação dinâmica entre a personalidade do cuidador, da individualidade da criança e da qualidade do relacionamento cuidador-criança, dos costumes e expectativas culturais”. A vantagem destes estudos é que permitem aos pais clarificar e aprender práticas educativas positivas. Link

 

As Práticas Parentais Educativas são os comportamentos específicos dos pais com vista à adaptação social e à prática da socialização. Estas são os comportamentos que temos com os filhos, aquilo que fazemos quando queremos que eles parem ou continuem! Como tal, as Práticas Educativas são consideradas estratégias com o único objetivo de incentivar ou suprimir comportamentos considerados adequados ou inadequados (Darling & Steinberg, 1993).Link

 

Os estilos parentais são tipificados pela análise de duas dimensões: Controlo/Autonomia e Suporte Emocional/Hostilidade. Link

 

As Técnicas de Afirmação de Poder: são todas as práticas educativas que envolvem a aplicação direta de uma força explícita como punição física e não física (ex: retirada de privilégios ou de objetos desejados), ameaças de punição, proibições em que as ordens são dadas sem qualquer explicação. São eficazes a curto prazo. A longo prazo, não facilitam a interiorização de regras de conduta. Surgem frequentemente comportamentos de oposição e sentimentos de hostilidade.

 

As Técnicas de Retirada de Afeto: são as práticas educativas que incluem comportamentos como desaprovar, ridicularizar, isolar e ignorar a criança, exprimir frieza, desinteresse e desapontamento. A criança cumpre as exigências impostas apenas para evitar as consequências negativas que podem advir do seu não cumprimento. Não favorecem a interiorização de regras de conduta. Têm alguma eficácia a curto prazo e em crianças mais novas.

 

Estas são técnicas disciplinares coercivas que visam impedir ou interromper o comportamento indesejado, desencadeiam na criança níveis de ansiedade mais elevados e podem dificultar o processamento cognitivo que a criança faz da mensagem veiculada pelos agentes de socialização. Em termos emocionais, desencadeiam emoções intensas (medo, raiva e ansiedade) que tendencialmente reduzem ainda mais a compreensão da situação pela criança, bem como a necessidade de modificar o seu comportamento (Alvarenga & Piccinini, 2001)

 

Técnicas Indutivas: são formas não punitivas de disciplina em que os pais procuram dialogar com a criança sobre a importância e fundamento das regras, as consequências das transgressões apontando comportamentos alternativos para prevenir futuros erros ou reparar o prejuízo que causou. Aqui as instruções são claras, os limites estão determinados, há palavras e gestos de aprovação e os pedidos são apropriados à criança. Facilitam o desenvolvimento de uma orientação moral internalizada e contribuem para a aprendizagem da regulação do comportamento.

 

Voltando ao exemplo inicial, fica a sugestão para o caso de querer mudar a forma como educa. Comece por praticar a escuta ativa para facilitar o reconhecimento dos sentimentos da criança, reconheça que necessidades estão (in)satisfeitas na criança e quando começar a falar, use uma linguagem de aceitação e mensagens EU. Fica à sua disposição um material de Thomas Gordon em mercurioonline.pt com exercícios práticos… e com soluções!!

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