ALIMENTAÇÃO

Vitacress promove agrião de água como superalimento

Conferência e jantar de degustação no Estoril

2016-06-17
O agrião de água como coadjuvante na luta contra o cancro

A Vitacress Portugal, empresa especializada no mercado de produtos frescos sedeada em Odemira, organizou na Escola de Hotelaria do Estoril, a conferência “Agrião de Água é +”, no passado dia 31 de Maio. Com a ajuda de especialistas das áreas da medicina, nutrição, agronomia e culinária, o evento promoveu as propriedades benéficas e nutritivas deste superalimento.

 

Um dos momentos-chave deste encontro foi precisamente um jantar-degustação preparado por reputados chefs, nacionais e estrangeiros, que demonstraram várias utilizações culinárias possíveis do agrião de água, explicando as suas escolhas e tendo como moderador Carlos Madeira, executive chef na Unilever Portugal e Chef Knorr.

 

Os convidados desfrutaram de entradas, pratos principais e sobremesas à base de agrião de água confeccionados por Arnaldo Azevedo (chef no restaurante Palco do Hotel Teatro, no Portol), António Loureiro (chef cozinheiro do Ano em 2014), António Cruz (Escola Profissional de Odemira), Teresa Silva e Nelson Félix (Escola de Hotelaria do Estoril), Fábio Bernardino (que colabora regularmente com a Vitacress) e pelos alemães Simon Tress, considerado “Revelação do Ano 2010” pela revista enológica Weinwelt, e Marco Müller, distinguido com uma estrela Michelin em 2007 pelo trabalho desenvolvido no Rutz Weinbar, em Berlim.

 

Rico em vitamina A e C, em complexo B, ferro, magnésio, zinco, enxofre, cálcio, flúor e potássio, o agrião de água tem ainda, segundo estudos recentes, uma substância que permite que as células cancerígenas se multipliquem menos e percam a sua capacidade de invasão, além de ajudarem a reduzir os efeitos colaterais da radioterapia. A conclusão do Instituto de Medicina Molecular é apoiada por pesquisas realizadas no Reino Unido que também já haviam concluído que o agrião de água é capaz de contribuir para a supressão do desenvolvimento de certos tipos de cancro como o da mama, do esófago, do cólon e do pulmão, entre outros.

 

Na parte do evento dedicado às conferências, destaque para a palestra “A cultura do agrião de água: uma tradição milenar com métodos de controlo do século XXI”, contando com a intervenção de Nuno Pereira, director de operações da Vitacress, que explicou os cuidados da empresa na produção deste superalimento de maneira a garantir a qualidade do produto e o total respeito pelo ambiente.

 

A sequência de comunicações continuou com uma palestra sobre “O valor nutritivo do agrião de água: de ingrediente banal a superalimento” e conta com testemunhos de Helena Real, secretária geral da Associação Portuguesa dos Nutricionistas, e Jason de Sain, director técnico da Vitacress, que apresentou o conceito de Índice de Densidade Nutricional (NDI, sigla em inglês).

 

 

Agrião com grande valor nutricional

O NDI ajuda os consumidores a escolherem os alimentos, sendo um sistema de pontuação que classifica os alimentos numa escala de um a mil com base no conteúdo de nutrientes. O agrião de água encontra-se no topo deste índice na categoria dos vegetais verdes como uma pontuação de mil na densidade nutricional.

 

“O agrião de água como coadjuvante na luta contra o cancro: investigação no Reino Unido e em Portugal” foi a apresentação final do dia, tendo como mote os estudos desenvolvidos, com o apoio da Vitacress, pela Unidade de Nutrição e Metabolismo, Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Laboratório de Nutrição da mesma faculdade, Serviço de Radioterapia do Hospital Universitário de Santa Maria-CHLN e Universidade de Reading, em Inglaterra, tendo no caso de Portugal sido coordenado pela Professora Paula Ravasco. A palestra foi conduzida pelas investigadoras Isabel Monteiro Grillo, chefe do departamento de radioterapia do Hospital de Santa Maria, e Dina Raquel João, colaboradora do Stop Cancer Portugal desde 2013. Esta comunicação deu a conhecer os principais resultados alcançados até ao momento nos ensaios clínicos iniciados em 2014 em pacientes com cancro da mama.