FUTEBOL

Leoa de Odemira é reforço do Sporting

Começou a jogar na vila com apoio do pai

2016-07-18
Ana Rita Viegas vai representar o clube de Alvalade no regresso da equipa ao futebol feminino e a mira já está posta: ganhar o título de campeã nacional da liga de elite e a Taça de Portugal

Vinte e um anos depois, o Sporting Clube de Portugal vai voltar a ter uma equipa de futebol feminino e a odemirense Ana Rita Viegas, 25 anos, é um dos novos reforços. Ana joga na posição de médio e chega a Alvalade depois de ter representado o Estoril-Praia na última temporada. “Representar o Sporting é naturalmente um enorme prazer e privilégio para qualquer atleta, e eu não sou excepção como é óbvio”, afirma Ana Rita Viegas ao MERCÚRIO. “O Sporting é o clube do meu coração, estou radiante e sinto-me a cumprir um sonho de criança, quero ser campeã”, exclama sorridente. 

 

Ana Rita Viegas nasceu em Odemira e fez lá todo o seu percurso escolar até ingressar no ensino superior. “Nessa altura fui obrigada a mudar-me para Setúbal, onde permaneço até hoje, embora aproveite todas as oportunidades para fugir até casa e regressar às origens. Neste momento, encontro-me a trabalhar em Setúbal, na minha área, Fisioterapia”, conta.

 

Desportivamente, a agora fisioterapeuta iniciou-se no Sport Clube Odemirense, embora não existisse competição. “Com o apoio do meu pai e um grande amigo nosso, formamos uma equipa que treinava duas vezes por semana, apenas por amor à camisola e paixão pela modalidade”, explica.

 

Na época desportiva de 2007/2008 surgiu um convite para jogar futsal como federada pelo Futebol Clube Alvaladense. “Uma proposta irrecusável para quem não vive sem competição e apesar de ser uma modalidade ligeiramente diferente do futebol 7 que praticava até então, aprendi e cresci imenso como atleta, tendo inclusive sido campeã distrital do campeonato de juniores e representado a selecção distrital de Setúbal”, orgulha-se.

 

Completou mais uma época no Futebol Clube Alvaladense, desta vez no campeonato sénior, passando depois pelo Bairro do Liceu e Casa do Benfica de Setúbal. Em 2011/2012 disputou o campeonato nacional de futebol 11 pela Escola de Futebol Feminino de Setúbal, onde permaneceu durante quatro épocas desportivas. Na última época 2015/2016, vestiu a camisola do Estoril Praia. “Foi um projecto que me permitiu evoluir imenso e ter a oportunidade de representar, neste momento, o Sporting Clube de Portugal”, considera.

 

E quais são os objectivos para esta época? Ana Rita Viegas responde: “A título colectivo, espero alcançar o objectivo principal da competição, sagrando-me campeã nacional da liga de elite, bem como, chegar o mais longe possível na taça de Portugal, tendo como foco a sua conquista, pois o facto é que a trabalhar com os melhores, num grupo que terá tudo para sair vencedor a todos os níveis”, aponta.

 

Ana Rita Viegas concilia o desporto ao mais alto nível com a vida profissional e familiar. “Como concilio? Não é uma verdade absoluta, mas assenta na perfeição. Não é fácil conciliar as duas coisas, paralelamente com uma vida familiar e social, no entanto, com algum esforço e força de vontade, tudo se consegue até porque a satisfação e o prazer que me dá treinar depois de um dia mau, a alegria de disputar mais um jogo, o sabor de uma vitória sofrida, compensa tudo”, elucida convicta. “E aqui faço uma ressalva gigante ao apoio incondicional de toda a minha família, especialmente dos meus pais, incansáveis do início ao fim em todos os momentos do meu percurso desportivo, não saberia viver sem o futebol na minha vida e sem eles, não teria tido a oportunidade de ser feliz neste desporto”, recorda.

 

Ana Rita Viegas deixa uma mensagem às desportistas odemirenses mais jovens: “o lema é ‘A persistência é o caminho do êxito’, logo há que não desistir nunca dos nossos sonhos, percorrer cada passo com o máximo de entrega e dedicação, desfrutar de todos os momentos de diversão, competição e de aprendizagem e procurar sempre mais e melhor individualmente e no colectivo, porque a longo prazo esse esforço será recompensado”. 

 

Por Ricardo Vilhena (não usa AO)