ARTE

Caminhada artística une imigrantes e portugueses

AL TEO BÚ com pessoas de muitas origens

2016-11-09
Portugueses, nepaleses, indianos, búlgaros, espanhóis, italianos, suíços, franceses e noruegueses reúnem-se num espectáculo que junta dança, teatro, música e vida

A Companhia Limitada convida Odemira a assistir ao espectáculo de dança, teatro, música e vida, AL (Almograve) TEO (São Teotónio) BÚ (o povo que anda), com apresentações únicas em São Teotónio (Largo do Quintalão), dia 12 de Novembro pelas 18h30, e na Praia do Almograve, 13 de Novembro pelas 16h00. “Tudo começa quando o BÚ, povo imaginado singular, feito de pessoas de muitas origens e de todas as idades, desce das montanhas do mundo. Juntam-se aos poucos enquanto caminham, procuram”, explica a organização.

 

“Chegados ao concelho de Odemira, seguem-lhe os passos mais de 80 pessoas de vários pontos do mundo, que aqui vieram trabalhar. Estão de passagem. São andarilhos. Pessoas do Nepal, Índia, Bulgária, Espanha, Itália, Suíça, França, Noruega e também portugueses com formigueiro nas pernas ensaiam uma celebração impossível: a da vida em comum. Mesmo que apenas por uma tarde”, adiantam os promotores. As performances têm a duração aproximada de 2h30 e a entrada é livre. “Os cães, bem como todos os animais, são bem-vindos”, alerta a organização.

 

Este espectáculo responde a um desafio feito pela Câmara de Odemira a Madalena Victorino e Pedro Salvador para reunir pessoas de todas as proveniências num projecto artístico comum para as comemorações dos Dias da Interculturalidade no concelho, uma das acções do plano municipal para a integração de imigrantes. A mensagem do espectáculo envereda por uma caminhada utópica conforme se pode ler no comunicado de apresentação: “Um grupo cauteloso chega de surpresa a São Teotónio, numa tarde de Inverno. Segue caminho para no dia seguinte emergir das dunas junto à Praia do Almograve, na procura de uma terra boa cheia de mar, de serra, de um lugar onde caiba, onde possa ser feliz”.

 

AL TEO BÚ é uma produção do Largo Residências, um projecto artístico criado em Lisboa em 2011. Trata-se de nova versão de LIS+BÚ (2014, Intendente; 2015, Colina de Santana/Festival TODOS) adaptada às realidades físicas, naturais e humanas encontradas no concelho de Odemira e é a segunda parte de uma trilogia dedicada à solidão no espaço privado, no espaço público, no desvio e na loucura, que culminou com "Companhia Limitada - Estação Terminal” apresentado este ano no Teatro Nacional Dona Maria II.

 

O espectáculo tem a concepção de Madalena Victorino, direcção musical e interpretação de Pedro Salvador, figurinos e cenografia de Marta Carreiras, conta com os músicos e co-criadores Emanuel Soares, Joana Guerra, Yaw Tembe e os intérpretes e co-criadores Alice Duarte, André Amálio, Céline Tschachtli, Patrick Murys e Ricardo Machado. Como intérpretes participam ainda Beatriz Dias, Diana Carvalho, Gonçalo Pinela, Marcos Medeiro, Susana Vilar e a participação especial de António Candeias, Carina Martins, Firmino Nabais.

 

A produção conta com o apoio das juntas de freguesia locais, do Espaço ST/TAIPA e de várias entidades empresariais e sem fins lucrativos: Vitacress, Bambu Parque, Recheio, Bike Pop, Wild Wood, Bambu Parque, Amieira Agroturismo, Teatro Meridional, Cosa Nostra, Associação Cultural, Recreativa e Desportiva da Longueira, Lar de São Teotónio/Associação dos Reformados e Pensionistas Idosos da Freguesia de São Teotónio, Associação de Pescadores da Longueira.

 

por Ricardo Vilhena (não usa AO)