MÚSICA

Salvador vem mostrar o seu Jazz a Odemira

Dia 14 de Julho

2017-06-12
O vencedor do Festival Eurovisão da Canção vai cantar no Cerro do Peguinho num dos poucos concertos de entrada livre da sua digressão nacional

Salvador Sobral, vencedor do último Festival Eurovisão da Canção, tem agendado um concerto no Cerro do Peguinho, junto ao castelo de Odemira, no próximo dia 14 de Julho, no âmbito do TassJazz, um festival de Verão promovido pelo município de Odemira.

 

O cantor vem apresentar os temas do seu disco de estreia, intitulado Excuse Me, mas os fãs aproveitarão o facto das entradas serem livres, numa altura em que a maior parte dos concertos estão esgotados, para exigir ao artista que volte a cantar o tema “Amar pelos Dois” com o qual ganhou o Festival da Canção em Portugal e depois a Eurovisão, alcançando a primeira vitória portuguesa no certame.

 

“Talvez a harmonia e a melodia de Amar pelos Dois” que remetem um pouco para o cancioneiro americano e ao mesmo tempo para a bossanova”, disse na altura das primeiras interpretações à RTP. A melodia é da irmã, Luísa Sobral, que actua, por sua vez, na Fei~Tur, em Milfontes, a 16 de Junho. A artista deu liberdade ao irmão Salvador para a interpretar de acordo com a sua personalidade artística.

 

O disco Excuse Me, é apresentado pela editora como o resultado das viagens do cantor e das influências que o cantor recebeu das suas inspirações musicais de sempre, que partem do jazz para o mundo e que agora nos convida a escutar. Salvador viajou pelos Estados Unidos e residiu quatro anos em Barcelona, onde estudou jazz na escola Taller de Musics. 

 

O disco tem a co-produção de Júlio Resende, que é também o pianista que acompanha Salvador nos espectáculos ao vivo, do compositor venezuelano Leonardo Aldrey e de Salvador Sobral. Maioritariamente composto por temas originais da autoria de Salvador Sobral e Leo Aldrey, não faltam dois standards de jazz com que o músico assume a forte influência desta estética no seu percurso. Um dos temas originais é de Luísa Sobral, que o compôs para o irmão a quem ouvia cantar compulsivamente temas de Chet Baker, “I Might Just Stay Away” que nos remete para o universo do cantor e trompetista norte-americano.

 

Ricardo Vilhena (não usa AO)