ESTATÍSTICA

Odemira foi o concelho onde o desemprego menos desceu no litoral alentejano

Santiago do Cacém no top 10 das maiores descidas na taxa de desempregados

2017-12-11
Estudo recente revela dados estatísticos acerca da variação das taxas de desemprego por município no mandato autárquico de 2013 a 2016

Todos os concelhos do litoral alentejano reduziram a sua taxa de desempregados no mandato autárquico entre 2013 e 2016, sendo certo que Odemira foi o que registou a menor diminuição. Os dados são de um estudo recentemente revelado pelo Observatório Nacional da Administração Pública, do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas.

 

Os resultados apontam Santiago do Cacém no sétimo lugar do ranking dos municípios com maior diminuição da taxa de desempregados, com uma variação negativa de 3,49. A lista é liderada por Paços de Ferreira (-4,90). 

 

Os 10 municípios que mais reduziram a taxa de desempregados são todos da Zona Norte do país à excepção do município de Santiago do Cacém, que aparece ainda em primeiro lugar na zona do Alentejo e em segundo lugar na zona do Litoral de Portugal. Santiago contraria assim a tendência estatística evidenciado pelo estudo que assinala que os municípios com menor diminuição ou aumento do desemprego estão no Alentejo e Algarve.

 

No Litoral Alentejano, depois de Santiago do Cacém, segue-se Alcácer do Sal (-1,50), no 161.º lugar a nível nacional (entre 278 municípios) e 21.º lugar no ranking da região do Alentejo (entre 47 municípios).

 

Grândola apresenta uma variação negativa de 1,14 na taxa de desempregados e, por isso, está em 187.º lugar a nível nacional e 24.º lugar no ranking do Alentejo. Sines e Odemira registam uma pequena diminuição na variação desta taxa, registando um valor negativo de 0,84, estando no final do ranking nacional, respectivamente nos 219.º e 220.º lugares. Na lista do Alentejo estão em 33.º e 34.º lugares. 

 

De acordo com o o ISCSP, o presente balanço tem como objectivo colocar em evidência a variação do indicador “taxa de desempregados”, por município, no período compreendido entre 2013 e 2016, em Portugal Continental. No relatório, a taxa de desempregados foi definida como o número total de desempregados de um dado município (pessoas à procura do primeiro emprego ou de um novo emprego) dividido pela população residente nesse mesmo município. 

 

A variação do desemprego por município, em percentagem, corresponde à diferença entre a taxa de desempregados do período mais recente, subtraída da taxa de desempregados do período menos recente. 

 

Os investigadores recorreram a dados em bruto disponíveis no site da Pordata, e têm como fonte primária o Instituto Nacional de Estatística. “O Observatório Nacional de Administração Pública recomenda vivamente que o exercício apresentado seja encarado como um mero proxy [variável que não é directamente relevante por si só, mas actua no lugar de uma variável não observável ou não mensurável para descobrir um resultado provável] do fenómeno em estudo, e reporta simplesmente a sistematização de dados oficiais disponíveis”, alerta a mesma fonte.

 

 

 

por Ricardo Vilhena (não usa AO)