Joaquim & Liberdade

No Recreio

2018-02-28
PROMESSA - CONFUSÃO - ESPERANÇA

PROMESSA

- Não há meio de abrirem aquela estrada junto ao mercado de São Teotónio, Joaquim. Até podia dar jeito e o Quintalão ficaria mais sossegado.

- É verdade. Bem, pelo menos já temos aquele jardim lá para cima, Liberdade. Esse já está pronto.

- Com o tempo como está, que nunca mais chove, podiam levar para lá os gaiatos da escola.

- Também me parece, mulher! Com o centro escolar só na promessa...

 

 

CONFUSÃO

- Liberdade, viste a semifinal do festival da canção?

- Ah, eu gosto tanto daquilo, Joaquim. Eles são todos muito jeitosos.

- Acredito que gostes, mulher, mas é tudo uma grande trapalhada, até contaram mal os votos, vê lá tu!

- É verdade. E dizem que um deles fez plágio.

- Desse é que eu gosto, Liberdade.

- De quem, homem?

- Do Plágio Domingo.

-Não foi domingo, homem, foi sábado!

 

 

ESPERANÇA

- Liberdade, estava aqui a pensar que o raio dos moços não saem de casa dos pais, senão depois dos trinta!

- Lá estás tu, Joaquim. A vida já não é a mesma como a de quando éramos jovens. As casas, custam caro e o trabalho não é assim tão bem pago.

- És capaz de ter razão. Se as casas fossem mais baratas e se pagassem melhor, seria tudo mais fácil.

- Talvez assim já não precisassem de ir para fora para juntar uns trocos.

- Qual quê? Ao preço que as passagens de avião estão, eles vão na mesma.