TERCEIRA IDADE

AVIDAVALE

tem 7 anos de idade

2018-02-28
Desde 2011 que se encontra activo o projecto que visa combater os problemas sociais do interior do concelho

No dia 1 de Março, o projecto AVIDAVALE completa sete anos de existência e dia 14 de Março celebra com um almoço-churrasco seguido de baile.

 

O palco principal para a animação e onde tem sede o projecto é o Centro Comunitário de Vale Touriz, inserido na extinta Escola Primária. Inaugurado um ano após a criação d’ AVIDAVALE, aquele Centro fica a cargo de uma vizinha e encontra-se aberto todos os dias. Desde a sua abertura a adesão às festas e outros eventos tem vindo a aumentar.

 

Os jogos de cartas e o dominó constituem as actividades mais frequentes. Semanalmente, todas as terças-feiras, existe um atelier de renda e de trabalhos manuais. Estes trabalhos enquadram-se nas preparações decorativas para os quatro bailes anuais: Mastros, Santos Populares, Magusto e Natal.

 

Existem também os churrascos, duas vezes por mês, nas segundas e últimas quartas-feiras. Geralmente, alguns homens ficam ao grelhador e um grupo de mulheres contribui na preparação dos acompanhamentos. Nas primeiras edições, a ideia era ser um “churrasco comunitário” em que cada um trazia alguma coisa e se juntava tudo numa refeição partilhada. Hoje em dia, o coordenador do projecto compra os alimentos e é cobrado um valor simbólico por cada pessoa. As sobremesas são levadas pelos participantes, como forma a manter o sentido comunitário.

 

Ninguém é excepção para o churrasco desde que comunique atempadamente. Já participaram gentes vindas do Algarve e alguns estrangeiros residentes nas redondezas e pretendem ter um contacto mais directo com a língua e com a comunidade. Ainda no churrasco há a hipótese de haver um baile ou outro tipo de actuações, como foi o caso, na última sessão, da atuação da tuna da Universidade Sénior de Odemira.

 

D. Maria é uma das participantes das actividades no centro. Confessa ao MERCÚRIO que já lá vai há quatro anos mas que “antes era mais fácil porque me iam buscar a casa”. Felizmente tem “familiares encartados” que fazem questão de levá-la para participar nos eventos.

 

Passeando de garrafa na mão para oferecer o digestivo pós-refeição – leia-se o bom medronho alentejano –, D. Lurdes assegura “gosto do convívio que aqui se faz e ninguém é posto de parte. Toda a gente é bem-recebida!” 

 

Outras das actividades que se realizam no centro são as palestras a cargo dos enfermeiros e da GNR sobre temas relativos a saúde e segurança, respectivamente.

 

Este projecto depara-se com escassos meios humanos e técnicos. No início, o transporte das pessoas era assegurado pela Escola Profissional de Odemira. Hoje em dia, por falta de meios, tentam-se criar e moldar novas soluções, organizando boleias uns com os outros. “Infelizmente, existe gente a ficar para trás, no entanto, as visitas domiciliárias mantêm-se”, informa o coordenador de AVIDAVALE.

 

Dário Loução (não usa AO)