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Alterações climáticas e o futuro de Portugal

2018-03-28
A ambição e a ganância humana têm contribuído para o aumento da temperatura, solos em seca e subida do nível do mar. A sociedade tem de estar preparada para os efeitos das alterações climáticas

As mudanças climáticas são a maior ameaça do século XXI. As pessoas reclamam e questionam, mas não mudam de hábitos, sendo muito poucos os que adotam novos comportamentos perante os acontecimentos. Escuta-se pelo café da esquina ou até mesmo no salão de cabeleireiro, que o tempo está diferente e que das outras vezes não era tão inconstante.

 

Em todo o mundo, organizam-se conferências, criam-se estratégias e planos que reúnem ideias de diversos dirigentes com capítulos seguidos de soluções concretas para reduzir os impactos das mudanças climáticas. Portugal é um dos países que já soma algumas catástrofes naturais, como os temporais nas ilhas, os incêndios florestais, períodos de seca intensa, entre outros.

 

A natureza é o bem que permite a vida, apesar de o ser humano continuar a testar os seus limites. O país pode estar em risco de tornar-se desértico, com praias afetadas e transformações drásticas na agricultura e na pesca. A temperatura tem vindo a subir, ao mesmo ritmo do aumento das emissões de gases com efeito de estufa.

 

A interferência humana está cada vez mais no centro das problemáticas ambientais. Só os jovens poderão saber como lidar com os efeitos das alterações climáticas. Fomentar os incentivos à plantação de árvores em locais apropriados, melhorar a gestão dos hábitos de consumo alimentares e desenvolver iniciativas sustentáveis, são algumas das fórmulas para atenuar as transformações no planeta.

 

O turismo move massas, incentiva à circulação e aposta em diferentes setores. Destinos como Portugal estão a sentir prejuízos tanto na agricultura, como na pesca em que critérios como a diversidade, quantidade e qualidade não são garantidos. A erosão costeira também é uma das consequências da exploração intensiva, provocada pela expansão do turismo.

 

Para além do foco estar no papel interventivo dos jovens, há que otimizar esforços para trazer ao de cima, as potencialidades de cada região. Usar a energia de modo mais eficiente e reduzir a desflorestação, são algumas das práticas que visam contribuir para o equilíbrio do planeta. 

 

Afinal, apressaram-se as rotinas que cada vez mais são homogéneas, provoca-se o aceleramento do aparecimento de doenças e exigem-se respostas imediatas para todos os problemas.

 

A falta de água tem-se revelado, através da ausência de chuva em algumas zonas do país, como no Alentejo. As barragens não são suficientes para assegurar este recurso, sendo a poupança sempre fundamental. Relativamente aos primeiros dias de março, os níveis altos de precipitação permitiram um desagravamento da situação de seca e segundo o Instituto Português do Mar e Atmosfera, 80% do território já não se encontra em seca.

 

Em algumas regiões do país, o solo está saturado de água e com ocorrência de inundações. O IPMA alerta ainda que existe seca ligeira no Algarve e Baixo Alentejo.

 

A seca extrema prolongou-se e fez disparar as despesas relacionadas com o consumo de água. A Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA) reclamou medidas imediatas do Governo para ajudar os agricultores a enfrentar os prejuízos acumulados devido à seca. Independentemente da chuva, os danos causados na agricultura da região são irreparáveis. As águas do mês de março de facto contribuíram para atenuar parte da seca, mas não foram suficientes. Mesmo com elevados níveis de precipitação, o nível da percentagem de água no solo alentejano ainda está abaixo dos 60%.

 

Entre 1980 e 2011, as inundações na Europa afetaram mais de cinco milhões e meio de pessoas com prejuízos que excederam os 90 mil milhões de euros.

 

Por fim, permanece a certeza de que todos somos responsáveis pelas variações climáticas que têm sofrido uma forte aceleração, porque ao manter atitude apáticas e reações conformistas estamos em risco de ser expostos a fenómenos extremos, como os que têm vindo a ser noticiados nos últimos tempos. De destacar que os países em desenvolvimento estão a ser também muito afetados. Os habitantes são dependentes do meio natural e dispõem de poucos recursos para fazer face às alterações climáticas.

 

As alterações climáticas já estão a ter um impacto na saúde. Registou-se nos últimos anos, um aumento do número de mortes devido ao calor em algumas regiões.

 

por Filipa Murta

Estudante de Ciências da Comunicação da UAlg