CULTURA

Novo espaço cultural em S. Luís

A catorze de Abril Ateneu do Catorze abre as portas às catorze

2018-03-28
O edifício da antiga casa e loja do Sr. Catorze, sediada na Rua do Comércio em São Luís, irá receber um novo espaço cultural dedicado a sessões de teatro, concertos, performances e exposições, o Ateneu Catorze

A apresentação deste espaço tem data marcada para o dia 14 de Abril (sábado). Das 14 às 00 horas, o Ateneu Catorze contará com teatros, performances e workshops diversos em diferentes espaços do edifício. Às 16 horas, haverá um atelier de modulação de barro, pela escultora de Berlim, Maya Kemp, dirigido às crianças e partir das 18 horas, dar-se-á início à programação de música, teatro e várias performances. A entrada é livre.

 

S. Luís recebe assim um espaço cultural e artístico, partilhado por pessoas que aí desenvolvem actividades criativas em diferentes áreas, promovendo iniciativas culturais. Com o apoio da Junta de Freguesia de São Luís, Associação Jazz e Não Só, Cultivamos Cultura, EAAL – Escola de Artes do Alentejo Litoral e Câmara Municipal de Odemira.

A antiga casa e loja do Sr. Catorze ganha uma nova vida, tornando-se um importante polo cultural na aldeia. 

 

 

 

 

EVENTOS

 

 

TEATRO 

 

Teatro Só, com sede em Berlim, com a peça “Sómente”, uma peça com forte impacto visual no espaço público (Teatro de Rua).

 

 

CONCERTOS

 

No âmbito musical, os artistas Pedro e Diana, serão convidados para cantar os seus poemas contra o cinismo e a exploração, com gestos do quotidiano e palavras desobedientes, uma vez que acham que o mundo é para ser transformado.

 

Rui Vinagre destaca-se com o seu projecto a solo intitulado de Rui Vinagre à Capela e Paredes Meias.

 

Adriano de Almeida, residente em S. Luís há 19 anos, apresenta-se a solo com temas originais de música ambiente com cheiro a Bossa Nova, tocados numa guitarra acústica. Ao som das cordas de nylon não soma nada, deixando que estas cantem por si.

 

A Jazz e Não Só é uma associação nascida com o intuito de dinamizar, divulgar e promover a música na vertente jazz (e não só). Descontraídas e apaixonadas: assim são as apresentações deste colectivo informal e rotativo. Dia Catorze vão levar standards de Jazz a São Luís.

 

Num laboratório de música experimental improvisado, a cargo de Nuno Torres, será criada uma peça que irá ser apresentada à noite, no evento. Este laboratório é aberto a todos, músicos ou não, qualquer pessoa que se pode inscrever (as inscrições serão limitadas e têm um custo de cinco euros). Depois dessa demonstração, Nuno Torres tocará a solo, dando a conhecer o seu repertório, recorrendo ao saxofone como instrumento principal.

 

 

EXPOSIÇÃO

 

O Ateneu Catorze dá a conhecer obras de catorze artistas (internos e externos) espalhadas pelas divisões do edifício, através de um percurso pensado pelo Ateneu, para os visitantes ficarem a conhecer o espaço.

 

As exposições exploram diversas áreas incluindo instalação de moda, a cargo de Ana Baleia e Storytailors, fotografia de André Carvalho, vídeo de Sílvia Moreira, esculturas de Andreia Tocha, Brigite Pereira, Crystal Kershaw e Maya Fernandes Kempe. Na pintura, Dominik Jasinsky e Phillippe Peseux, ilustração de Sara Serrão, Teresa Cortez e Colectivo Francês e cerâmica de Tiago Jesus.

 

 

PERFORMANCES

 

Beatriz Cantinho

 

“O diâmetro do Aleph seria de dois ou três centímetros, mas o espaço cósmico estava ali, sem diminuição de tamanho. Cada coisa (a lâmina do espelho, digamos) era infinitas coisas, porque eu a via claramente de todos os pontos do universo’. 

Aleph, de Jorge Luis Borges

 

João Veiga, Enquanto os ovos cozem

 

“Acenda o lume (clac- vuuuu). Ponha a água dentro da panela (pling). Quando estiver a ferver (blublublub) deposite os ovos com cuidado para não partirem. Conte o tempo com um temporizador dos que fazem “trim” (tic, tac). Aguarde passivamente, ou activamente.”  

 

Eileen Norell Ryan, A Conversation piece

 

Conversation piece é uma performance interactiva. O artista será um observador em mesa aberta, equipada com refrescos, cadeiras e um baralho de cartas para estimular conversa nos espectadores.

 

Alan Tod. A new soil for a new forest

 

Forest Art é um projecto que propõe ver a floresta como uma obra de arte. A peça terá como principal tema o solo, que é o elemento fulcral das florestas. O material será exibido em harmonia, criando imagens paisagísticas, com o objectivo de oferecer aos espectadores a estética florestal.

 

 

DL