E SE ALGUÉM SOUBESSE A RESPOSTA?

Regulação emocional 1

As emoções temperam a nossa vida, de forma arrojada!


Por:Maria Monteiro

Julien Pier Belanger - Unsplash
2018-03-28
A regulação emocional é o processo que lhe dá corpo, intensidade, timing e outras características dinâmicas que dão cor à experiencia emocional

Oh, please do not kiss me!

Oh, please do not kiss!

Oh please do not!

Oh, please do!

Oh please!

Oh!

 

As emoções (…),” são caracterizadas por mudanças fisiológicas, cognitivas, experienciais e comportamentais que permitem ao indivíduo a atribuição de um significado à experiência e o preparam para a ação (Sroufe, 1996). Ocorrem mediante determinadas situações, que são sentidas pela pessoa como relevantes para os seus objetivos pessoais. Ou seja, é o próprio significado e a relevância que cada um dá às situações que despoleta as emoções. Por vezes, as emoções são ativadas automaticamente (LeDoux, 1995 citado por Gross, 2002) mas na maioria das vezes, as emoções são ativadas apenas após a atribuição de um significado (Fridja, 1988). Em ambos os casos, as emoções implicam um conjunto coordenado de mecanismos comportamentais, fisiológicas e experienciais que, em conjunto, influenciam o modo como o indivíduo perceciona os desafios e as oportunidades (Gross, 2002) e, consequentemente, implementa estratégias de regulação para lidar com a situação (Vaz, 2009).” Link

 

As emoções temperam a nossa vida, de forma arrojada! A regulação emocional é o processo que lhe dá corpo, intensidade, timing e outras características dinâmicas que dão cor à experiência emocional.

 

Há situações que geram emoções que dão cabo da nossa regulação. Sim, às vezes não regulamos bem! Salta-nos a tampa! Perdemos o controlo, gritamos, passamos à violência ou disfarçamos mas ficamos invejosos, raivosos com vontade de vingança! Fazemos para dentro (ou mais tarde) o que queríamos ter feito no momento. Regulação emocional não é ter capacidade para adiar ou esconder ações no momento em que ficámos ativados. Não é aprender a esconder os nossos trigger points! Nem encontrar uma justificação muito bem construída e racional sobre o fez saltar a tampa! É difícil saber o que nos faz tomar a decisão de querer fazer alguma coisa diferente da próxima vez. Quando é que dizemos ou porque é que dizemos – da próxima vez que isto me acontecer, vou fazer diferente? Eu parto do princípio que a razão é porque queremos ter paz, estar bem connosco e com os outros. Mas sei que é importante termos um bom vocabulário dos sentimentos. Saber identificá-los e aprender a acolhê-los como peças importantes para o treino da nossa regulação emocional. E depois vem aquela conversa de assumir que somos nós os responsáveis pela satisfação das nossas necessidades bem como pelas nossas ações. Quando nos salta a tampa é porque as nossas necessidades não estão satisfeitas. E já que a tampa saltou, aproveite para olhar lá para dentro e ver o que está a precisar! O que é que lhe faz falta! E vai ver que não foi porque o aluno foi malcriado ou porque o funcionário é incompetente, ou porque o condutor da frente é nabo!

 

“Gratz e Roemer (2004) propõem uma definição multidimensional, segundo a qual a regulação emocional envolve, para além da modulação da ativação emocional, a consciência, a compreensão e a aceitação das emoções, bem como, a aptidão no controlo dos comportamentos impulsivos e no uso de estratégias de regulação emocional apropriadas e flexíveis, de modo a atingir os objetivos pessoais e as exigências situacionais.” Link 

 

Observe, como elas vão e vêm, a toda a hora!

 

por Maria Monteiro