ALERTA

Sismo sentido no início do ano coloca “castelo” de Odemira em risco de desmoronamento iminente

Biblioteca municipal também está em risco de queda

imagem: CIMAL
2018-04-01
As fissuras no paredão nascente são mais graves do que a autarquia esperava e colocam toda a estrutura em risco de ruína

O “castelo” de Odemira está em risco de desmoronamento iminente, adianta a Protecção Civil. “O paredão nascente apresenta várias anomalias estruturais, nomeadamente fissuras transversais que aumentaram em número e em comprimento depois dos últimos sismos sentidos no concelho, em particular o sismo de magnitude 3.7 na escala de Richter, sentido no início do ano”, adianta o relatório feito por uma comissão técnica independente encomendado pela Câmara Municipal de Odemira.

 

“O paredão pode cair a qualquer momento e as consequências para o edifício da biblioteca municipal são imprevisíveis, no entanto, calcula-se que o mesmo possa cair todo ou em parte”, adianta a mesma fonte. O risco de queda iminente está calculado em 30 por cento, 25 pontos percentuais acima do recomendado a nível europeu. Risco que pode aumentar para 70 por cento em caso de sismo idêntico ao sentido no início do ano. A Câmara Municipal de Odemira rejeita que haja razão para alarme imediato, mas, em comunicado, diz estar “atenta e vigilante”.

 

De acordo com a Autoridade Nacional de Protecção Civil, os danos causados pelas fissuras são “irreparáveis”. A porta-voz da organização conta que a reparação exige tirar pedra por pedra ou, em alternativa, a demolição do imóvel histórico. A operação de reconstrução poderá orçar os cinco milhões de euros e o MERCÚRIO apurou junto da Câmara de Odemira que a autarquia está já a preparar uma candidatura a fundos europeus para solucionar o problema.

 

Os lugares de estacionamento junto ao paredão já tinham sido interditados ao estacionamento pela câmara há algumas semanas com uma fita branca e vermelha junto aos caixotes do lixo. As fissuras exteriores levaram a câmara a encomendar o relatório. “Não estávamos à espera que a extensão do problema fosse tão grande”, relata hoje José Alberto Guerreiro, Presidente da Câmara Municipal. A autarquia não esclareceu se irá interditar a rua ao trânsito e se irá fechar a biblioteca municipal.

 

 

por Ricardo Vilhena (não usa AO)