EDUCAÇÃO

Candidatura para investir na promoção do sucesso escolar realizada pelo Município de Odemira sofre corte de 45% na sua aprovação

O que é que vai fazer a OdeTE? Ainda não se sabe!

2018-04-24
O MERCÚRIO ainda espera resposta por parte da Câmara Municipal de Odemira e dos Agrupamentos de Escolas do concelho sobre candidatura ao programa Alentejo 2020, para melhor esclarecimento da comunidade escolar

Uma candidatura realizada pelo Município de Odemira ao Alentejo 2020, no âmbito do programa OdeTE – Odemira Território Educativo, para a promoção do sucesso escolar (em oposição ao abandono escolar precoce), pelo valor total de quase 1 500 000 euros, sofreu um corte de 45% e foi aprovada, no passado mês de Março, pelo valor de pouco mais de 810 000 euros, com o financiamento de 85% do Fundo Social Europeu.

 

Em declarações à imprensa, a vereadora do pelouro da educação, Telma Guerreiro, afirma que este programa abrangerá “todo o universo escolar”, mais de 3.700 alunos, até 2020.

 

Um dos objectivos propostos pela vereadora será a redução da taxa de abandono escolar precoce de 31,9% para 10%. Será este abandono escolar tão elevado no Concelho de Odemira?

 

Em relação à taxa de analfabetismo, Telma Guerreiro gostaria de reduzi-la de “15,66% para 7%”. Será esta taxa de analfabetismo na comunidade escolar ou abrange todo o concelho? A questão que se coloca é: A não existir analfabetismo nas escolas, como pretende a vereadora reduzir o analfabetismo fora delas com estes fundos?

 

O projecto OdeTE aposta em actividades que se enquadrem na capacitação, sensibilização, concepção, encontros, estudos, inclusão e trabalho em rede. Prevê ainda diferentes iniciativas que pretendem envolver “toda a comunidade escolar”, direccionadas para alunos, pais e professores. Só não existe uma explicação explícita de como se pretende abranger toda a comunidade, tendo como base, segundo a autarquia, “uma governação integrada”.

 

A autarquia espera contar com várias entidades do concelho que possam contribuir para a educação através da arte, da ciência, do desporto ou do património.

 

Conforme nota em imprensa emitida pelo município, foram aprovadas 21 das 26 acções apresentadas. Cinco foram excluídas. O MERCÚRIO tentou saber junto da autarquia quais são as acções aprovadas e quais são as acções excluídas e o que irá fazer o município para colmatar essa perda.

 

Uma das acções previstas é um “projecto de Universidade de Verão” para os alunos do ensino secundário que consiste em levar os alunos a frequentarem programas nas universidades durante as férias.

 

A formação de pessoal docente e não docente, a promoção da cidadania e de competências sociais e a promoção do território do concelho, a nível patrimonial, cultural, social e empresarial, junto da comunidade escolar, através de “educação não formal”, são algumas das acções previstas. Ficou por esclarecer como pretende a vereadora Telma Guerreiro pôr em prática as actividades nestas áreas?

 

 

10 perguntas efectuadas pelo MERCÚRIO que continuam a aguardar resposta

 

 

1) A CMO irá concretizar as 26 acções ou ficarão mesmo cinco por realizar?

 

2) Quais são essas acções?

 

3) As 21 acções aprovadas, ou pelo menos, parte delas, devem ter visto redução no valor total proposto. Nesse caso, essas acções irão ser realizadas apenas em parte ou na sua totalidade? O que fará o município para colmatar essa perda e garantir o sucesso de cada acção?

 

4) Pode descrever as 21 acções aprovadas? Há algum documento que possamos consultar?

 

5) Não estão já, uma grande parte delas, em concretização no projecto educativo em curso?

 

6) Há 15,66% de analfabetismo entre os jovens, em idade escolar, no concelho de Odemira?

 

7) Há 31,9% de abandono escolar precoce, no concelho de Odemira?

 

8) Onde podemos consultar esses valores?

 

9) Que tipo de formação se pretende realizar ao pessoal docente e não docente?

 

10) Como é que pretende o programa OdeTE “promover o território do concelho a nível cultural, social e empresarial” junto da comunidade escolar através da educação não formal?

 

por Dário Loução (não usa AO)