HUMOR

Joaquim & Liberdade

No recreio

2018-05-23
Passar - Passeio - Passagem

PASSAR

- Liberdade, sei, de fonte segura, que este jornal vai passar a ter outro nome.

- Não me digas! Este fica-lhe tão bem, Joaquim: 

“MERCÚRIO – o mensageiro de Odemira”.

- Sim, mas há um melhor: 

“SEBENTA – apontamentos para um bom discurso!”.

 

 

PASSEIO

- Aquele passadiço lá em Vila Nova de Milfontes é um bocadinho estreito, Liberdade. Além disso, aquelas madeiras todas fazem um bocado de barulho e fazem tremer, também.

- Tremer? Não me digas que agora tens medo de passar por ali?

- Achas? Faz tremer mas é o carro quando passo por lá. Não dá é muito jeito, que às vezes encalha na curva.

 

 

PASSAGEM

- Estas a ver, Joaquim? Afinal até vale a pena mandar umas bocas.

- Conta lá, Liberdade.

- Então, no ano passado, quando quisemos estacionar o carro, no dia 24 de abril, do outro lado do rio, e passar a ponte pedonal. Lembras-te?

- Sim. Lembro-me que foi difícil estacionar mas impossível passar a ponte.

- Pois. É aí que quero chegar. Depois disso mandámos a boca de que no único dia que aquela ponte faria sentido existir, foi o único dia que impediram a passagem.

- É verdade. Lembro-me disso!

- Este ano mudaram de sítio.

- A ponte? Olha não dei por nada.

- Não, homem. O fogo de artifício da madrugada de 25, para trás da Rodoviária!