BANCA

Balcão da CGD em Colos prestes a fechar portas

população e concelhias políticas são contra

2018-06-20
O balcão da Caixa Geral de Depósitos (CGD), da vila de Colos, deverá encerrar no início de Julho

O balcão da Caixa Geral de Depósitos (CGD), da vila de Colos, deverá encerrar no início de Julho, segundo noticiou o ECO – Economia Online. A medida está a ser contestada pela população local e concelhias do PS, BE e PCP.

 

O eventual fecho da agência é contestada tanto pelo PS, como pelo BE e CDU que referem, em comunicados de imprensa, que este é um dos únicos balcões presentes no interior norte do concelho, onde serve as freguesias de Colos, Relíquias, São Martinho das Amoreiras e Vale de Santiago.

 

Pode ler-se em comunicado que “face à situação, o Bloco de Esquerda solicitou ao presidente da Câmara Municipal de Odemira informação sobre este encerramento e qual a atitude que o Município pretende tomar.”

 

Pedro Gonçalves, deputado do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal de Odemira, reforça que esta situação “será mais um golpe nestas freguesias depois de tantos outros encerramentos de serviços essenciais, de extinção de freguesias, encerramento de escolas, extensões de saúde, de deslocalizações de farmácias, entre outros”.

 

Também o PCP refere os problemas que causará no interior do concelho sem este serviço, referindo que “as populações, já de si envelhecidas, com poucos recursos financeiros, uma fraca rede de transportes e alheadas do mundo digital e da internet, ficarão muito limitadas e longe da CGD mais próxima.”

 

De recordar que com o fecho deste balcão, as populações residentes nestas freguesias terão de recorrer a outras dependências ou outros bancos, tendo que percorrer 27 quilómetros até Odemira, 26 quilómetros para Ourique ou 21 quilómetros até ao Cercal do Alentejo, concelho de Santiago do Cacém.

 

O PCP frisa ainda que este encerramento reforça a falta de investimento no Alentejo pois “está a comprometer o seu desenvolvimento e a criar grandes constrangimentos e dificuldades para o futuro”.

 

Quanto ao PS, refere também em comunicado que sendo a CGD de cariz público, “não pode esta esquecer a sua missão de garantir um serviço público de proximidade, ainda mais quando se tratam de territórios de baixa densidade populacional, reforçando a ideia de que “a CGD não tem em conta o contexto socioeconómico, as especificidades geográficas e sociais do território, ignorando a inclusive estratégias de coesão territorial definida pelas políticas do interior”.

 

Os socialistas dizem ainda não entender o critério para encerrar um balcão “que apresenta resultados positivos” e que conta actualmente “com mais de três mil clientes” e diz estar disponível para apoiar todas as acções que contribuírem para a reversão desta situação.

 

De acordo com o “Dinheiro Vivo”, através do ECO – Economia Online, até ao final do ano, a CGD pretende encerrar 70 agências, onde já se conhecem 22, estando integrado o balcão na vila de Colos. Depois de terem encerrado cerca de 60 balcões no ano anterior, o banco liderado por Paulo Macedo, tem por objectivo ficar com 517 unidades activas.

 

Este encerramento provém de uma contrapartida da recapitalização da CGD em 2017 e negociada com Bruxelas. O Estado Português e a Comissão Europeia fizeram um acordo para fechar 180 balcões até 2020, faltando pouco mais de 40 por encerrar.

 

O PSD demonstra também uma posição contra, referindo que o encerramento dos balcões, até 2020, trará a “redução de 2 000 postos de trabalho”.

 

Os Sociais-democratas sublinham que os partidos que sustentam o governo e o município limitam-se a comunicados “onde procuram demonstrar a sua solidariedade para com a população afectada, de forma notoriamente demagógica, apelando às emoções dos interessados, onde impera o populismo e o politicamente correcto” quando o que está em causa “é a salvaguarda dos interesses das populações que os elegeram”. 

 

 

Dário Loução (Não usa AO)