SOCIEDADE

Antigo aluno de Manutenção Industrial - Electromecânica da EPO

Paulo Loução

2018-07-19
Nesta edição, o MERCÚRIO encontrou-se com Paulo Loução, ex-aluno e actual formador na EPO, para dar o seu contributo sobre o seu percurso escolar e profissional

Paulo Loução, natural de Santa Clara-a-Velha, foi aluno do Curso Profissional de Manutenção Industrial - Electromecânica no triénio de 2008-2011. Actualmente é formador na Escola Profissional de Odemira nas áreas de Desenho e Organização Industrial, Práticas Oficinais e Tecnologias e Processos.

 

O ex-aluno, em conversa com o MERCÚRIO, admite: “escolhi a EPO na altura porque só tinha a intenção de terminar o 12º ano e como me dava a possibilidade de um curso com muita parte prática e equivalência ao 12º ano, era preferível vir para cá do que para o secundário do ensino regular”.

 

Após os três anos de curso profissional, Paulo Loução continuou os seus estudos. “Os meus pais quiseram que eu continuasse a estudar e eu não me opus. Eles gostavam que eu fosse para a universidade e disseram que tinham possibilidade de me pagar os estudos. Então arrisquei” e assim seguiu directamente para o ensino superior, para um Curso Técnico Superior Profissional, em Elvas, pertencente ao Instituto Politécnico de Portalegre.

 

Recorda que “uma vez que me meti nesse curso, decidi ir até ao fim e terminar a Licenciatura”. Depois de dois anos do curso em Portalegre, agarrou nas malas e rumou até à Universidade do Algarve, para a Licenciatura em Engenharia Mecânica. “Decidi ir para o Algarve porque era mais perto de casa e tinha menos gastos”.

 

Paulo Loução confessa que a EPO lhe deu bases suficientes para determinadas disciplinas no seu percurso académico e preparou-o muito bem para o mundo do trabalho, inerente à componente prática que se pode encontrar no curso que tirou em Odemira.

 

Manutenção Industrial na EPO “é um bom curso na área da serralharia, especialmente, mas a nível de mecânica também é muito bom”, diz Paulo Loução. Durante o seu percurso escolar profissional, recorda os dois estágios que fez. Um deles, em São Marcos da Serra, na empresa João Manuel Martins Lda., na área da manutenção de máquinas de minério, da marca Dumper, e outro na SIAR Colense, uma empresa de comércio e manutenção de máquinas agrícolas, sediada na freguesia de Colos.

 

Passados cerca de sete anos, Paulo Loução reforça que se não tivesse ingressado no ensino superior, provavelmente estaria a trabalhar no campo ou noutra área ou talvez tivesse ido para as Forças Armadas, “uma vez que lá dentro também poderia estudar mecânica… Se calhar, até não tinha sido uma má escolha!”, diz entre risos. 

 

Dário Loução (não usa AO)