EDUCAÇÃO

Escolas Profissionais comemoram 30 anos ao serviço da Educação e Formação

Escola Profissional de Odemira comemora o seu 29º aniversário dia 30 de janeiro

2019-01-18
ANESPO promove uma iniciativa que assinala os 30 anos da criação das escolas profissionais

No próximo dia 21 de janeiro, segunda-feira, a partir das 14 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto, a ANESPO (Associação Nacional de Escolas Profissionais) promove uma iniciativa que assinala os 30 anos da criação das escolas profissionais, tendo como referência a publicação do Decreto-Lei nº 26/89 de 21 de janeiro

 

As escolas profissionais foram criadas na sequência da aprovação da Lei de Bases do Sistema Educativo, em 1986, da publicação do Decreto-Lei que criou o Gabinete para Educação Tecnológica Artística e Profissional (GETAP) em 1988, situado na cidade do Porto, a que se seguiu a publicação do referido diploma legal que definiu as condições de criação, as atribuições e competências das novas estruturas educativas e formativas que começaram a despontar, com grande entusiasmo e apoio social, através de iniciativas muito diversificadas, um pouco por todo o país.

 

Para sinalizar esta data, a Direção da ANESPO vai dinamizar este Seminário subordinado ao tema: “O Percurso das Qualificações em Portugal e o Contributo das Escolas Profissionais”.

 

A Sessão de Abertura conta com a participação do Ministro da Educação e do Presidente da Câmara Municipal do Porto, a que se segue uma comunicação do Secretário de Estado da Educação sobre o modelo pedagógico das escolas profissionais.

 

Segue-se um painel de debate onde será dada a voz aos beneficiários dos cursos profissionais, em concreto, os diplomados, os pais e encarregados de educação, as empresas e as instituições de ensino superior.

 

Antes do encerramento, haverá ainda lugar a uma comunicação do Professor Joaquim Azevedo, primeiro Diretor-Geral do GETAP, o órgão responsável pela criação do ensino profissional e das escolas profissionais e pelo relançamento do ensino artístico especializado, que desenvolverá o tema as qualificações em Portugal e os contributos das escolas profissionais.

 

 

A Escola Profissional de Odemira

 

A Escola Profissional de Odemira (EPO) comemora o seu 29º aniversário dia 30 de janeiro.

 

A Escola Profissional de Odemira forma profissionais desde 1990, tendo inserido centenas de técnicos qualificados no mercado de trabalho, demarcando-se dos demais pela sua qualidade técnica, profissionalismo e cidadania.

 

Atualmente, muito dos nossos alunos são filhos de ex-alunos, uma segunda geração, fruto do reconhecimento da competência do ensino e formação ministrada. Consideramo-nos uma referência no panorama da formação de jovens e adultos na Região Alentejo, reconhecimento inferido pelos nossos pares, uma vez que não paramos de inovar, empreender, crescer e incluir, respondendo às necessidades do tecido empresarial e das instituições que perfazem a nossa sociedade.

 

A EPO foi criada para responder às necessidades e às prioridades do desenvolvimento local e regional, desenvolvendo um processo de ensino/aprendizagem assente num sistema modular, onde o aluno é o centro do processo pedagógico, permitindo diferentes ritmos de aprendizagem, que variam em função não só da estrutura cognitiva, mas também dos interesses, das motivações e dos conhecimentos veiculados pela chamada “escola paralela” valorizando saberes adquiridos na Escola ou fora dela.

 

Prossegue fins de interesse público e nomeadamente os seguintes objetivos:

  • Investir na educação como pilar para a competitividade e atratividade do território;
  • Dotar o setor económico da região com recursos humanos qualificados;
  • Formar de acordo com as necessidades do tecido empresarial;
  • Aumentar o nível de escolaridade da população de Odemira;
  • Centrar sobre as oportunidades da globalização a construção de um novo modelo de cidadania.

 

 

A ANESPO e as escolas profissionais

 

Desde a sua fundação em 1989, as escolas profissionais formaram e proporcionaram a entrada no mercado de trabalho a mais de 300.000 jovens, em cursos profissionais de dupla certificação, que conferem o diploma de ensino secundário completo (12º ano) bem como equivalência ao nível IV da matriz de oito da União Europeia.

 

Ao mesmo tempo, asseguraram a formação de mais de 50.000 jovens em cursos de educação e formação, e acolheram no seu seio, em percursos educativos, formativos e de certificação de competências escolares e profissionais, muitos milhares de adultos que, desta forma, viram melhorados e valorizados os seus percursos pessoais e profissionais.

 

De entre os muitos milhares de jovens que fizeram o seu percurso nas escolas profissionais, percorrendo os respetivos itinerários de formação, realizando as Provas de Aptidão Profissional (PAP), passando por experiências reais de trabalho em estágios curriculares e, em muitos casos, provas de acesso ao ensino superior, há hoje, nas empresas e organizações, um número significativo de quadros intermédios e superiores, empresários e gestores, no país e no estrangeiro, o que deve encher de orgulho os decisores políticos e atores que deram corpo a este projeto ao longo dos últimos trinta anos.

 

A Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO) surge em 1991 enquanto expressão organizativa e representativa dos interesses das novas escolas que emergiram a partir de 1989.

 

Para além desta primeira iniciativa, a ANESPO preparou um vasto e diversificado programa de realizações que vão ser levadas a cabo ao longo deste e do próximo ano letivo.

 

Aquando da apresentação do Programa Comemorativo, O Presidente da ANESPO, José Luis Presa, realçou a sua importância e considerou que “as Escolas Profissionais ao longo destes trinta anos de atividade em prol do ensino e formação profissional têm dado provas inequívocas da qualidade dos seus projetos educativos e formativos”, sublinhando os desafios com os quais as escolas profissionais vão estar confrontadas no futuro: “temos que estar muito atentos aos avanços tecnológicos que nos surpreendem em cada dia, temos que atender à economia 4.0 que aponta para a digitalização e robotização, temos que ter em conta as competências transversais que os formandos têm imperativamente que deter, temos que incentivar as escolas a promoverem o ensino e a formação de qualidade, estando sempre à frente em matéria de inovação pedagógica”.