Museu

Falamos de museus num terreno por criar. Pensamos no território pelo seu espaço, de dimensão desmedida em relação ao país que o suporta. Um museu é uma figura que une os árticos, que se estabelece e cresce por si, como uma grande rede que apanha o seu peixe. Um museu que abraça o dia de amanhã. Que restabelece as populações e as identifica. Que faz parar o trânsito. O território pequenino de Odemira, com tanto para andar. A ter sempre de olhar para a frente. Para não se perder. À procura do seu azimute. Para usar o espaço e lhe dar utilidade. Falamos da criação de um museu em sentido lato. Numa terra que todos os dias nasce, por vezes sem orientação, e que se põe a escorregar. Pelo futuro precisa sempre de uma mão. Ou duas.

Sobre o Autor

Nasceu e cresceu em Lisboa e viveu quase duas décadas no Oriente. Gosta de se referir como "escritor visual". Publicou um livro e é um ambientalista simplório. Reside em Odemira há uma mão cheia de anos, mas continua a deambular pelo mundo e por outros planetas.

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