Fórum reuniu ambientalistas, empresários agrícolas, autarquias e população Quem FALA assim não é vago

O FALA tem duas componentes: uma informativa em forma de debate e outra cultural em forma de festival
Vila Nova de Milfontes recebeu o segundo Fórum do Ambiente do Litoral Alentejano (FALA) nos passados dias 27, 28 e 29 de abril.

O evento foi organizado por um grupo cívico com preocupações ambientais locais, cujo objetivo é sensibilizar a população para as duas temáticas deste ano: os fitofármacos e a possibilidade de prospeção e exploração de petróleo ao largo de Aljezur. A escolha destes temas prende-se com o facto de serem fulcrais para a região.

Ao longo dos três dias, foi possível assistir-se a uma programação sociocultural diversificada que incluiu um festival musical, junto à praia da Franquia, onde atuaram vários grupos musicais (Jorge Soares, Jazz e não só, Analentejana, Marco e a Campaniça, Barriéres Rogues Ensemble, Terra Livre e Tupinambo, na sexta-feira; no sábado as atuações dos Cavaquinhos do Mira, Sebastião Antunes, Francisco Fialho, Tornozelo e 4Ever, tiveram de ser canceladas por motivos de más condições atmosféricas, e; no domingo participaram o Grupo Coral de Vila Nova de Milfontes e o Coro Vozes Divertidas) uma feira associativa, com artesãos locais e várias ações que promovem boas práticas ambientais: uma mesa redonda, no sábado, no Colégio Nossa Senhora da Graça, com os temas “Agrotóxicos Bom ou Mau” (com apresentações das Engenheiras Agrónomas Filipa Mateus de Almeida e Ângela Rosa) e “Ponto da Situação da Exploração de Petróleo” (com as apresentações de Rosa Guedes, em representação da PALP – Plataforma Algarve Livre de Petróleo, e de José Alberto Guerreiro, Presidente da Câmara de Odemira); iniciativas de proteção e valorização dos recursos locais através de uma limpeza de praia, também no sábado, e; um passeio para o reconhecimento de plantas selvagens comestíveis, no domingo.

A intervenção de Ângela Rosa, Rosa Guedes e de José Alberto Guerreiro, bem como o debate com o público poderá ser visto na página de Facebook do MERCÚRIO.

É intenção da organização fazer, todos os anos, uma festa cultural com um debate. “O debate marca a nossa agenda”, diz Luís Rocha, um dos organizadores, em declarações ao MERCÚRIO. O ano passado o tema foi o petróleo. Este ano o petróleo e os fitofármacos. A prospeção e exploração de petróleo ao largo de Aljezur e tudo o que esteja relacionado com os contratos, os avanços e os recuos do processo e com as outras organizações envolvidas quer governo, consórcios ou ambientalistas, será, até existir, o tema transversal a todos os FALA, informa a mesma fonte. Caso este tema se esgote o FALA continuará com outros temas. “Juntar festival e debate no mesmo espaço físico seria o ideal”.

Segundo os seus organizadores o FALA é uma organização civil espontânea e informal, independente e não partidarizada, um espaço de diálogo e de reflexão acerca das preocupações ambientais que se situa. O FALA situa-se enquanto movimento de transição, “estamos a pensar no plano de alteração do paradigma e para isso é necessário dar informação correta e precisa às pessoas e de nos focarmos num assunto e trabalhá-lo”.

O FALA 2018 teve como parceiros: Câmara Municipal de Odemira; Junta de Freguesia de Vila Nova de Milfontes; PALP – Plataforma Algarve Livre de Petróleo; Tavira em Transição; Mercúrio; Rádio RIO; CAIS – Colectivo Artístico de Intervenção Social; ALA – Milfontes; Colégio Nossa Senhora da Graça; Clube Desportivo Praia de Milfontes; Associação UP – United Paws; Associação Foz do Mira; Herdade do Freixial; Associação Viver Milfontes; Associação de Estudantes do Colégio Nossa Senhora da Graça; Comércio Local.

Sobre o Autor

Produtor cultural de vocação e profissão. O jornalismo vem a reboque do seu sentido de justiça apurado e pela procura da verdade. O Amor e o Humor fazem parte da sua vida. Escreve de acordo com o AO 1990.

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