Há mais parque para além das estufas?

Vários artigos de jornal e comentários nos canais de televisão e vários artigos de organizações ambientalistas, bem como inúmeros comentários nas redes sociais, argumentam que a agricultura no Perímetro de Rega do Mira, em particular a de cultura protegia (em estufas/túneis), é causadora da destruição “incontrolável”, “maciça”, ou mesmo “total” do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

O mercúrio foi procurar saber a proporção exata das áreas do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV), do Perímetro de Rega do Mira (PRM) e das zonas de implementação de estufas/túneis, consultando os vários organismos.

Relativamente à área efetiva do PNSACV verificou-se não haver concordância entre as várias instituições. O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) atribui-lhe 131 mil hectares na sua totalidade, não descriminando a divisão entre área terrestre e área marítima. O município de Odemira, no seu site, atribui uma área de 71 mil ha, também não descriminando as áreas terrestres e marítimas.

O mercúrio optou pela informação descrita na Resolução do Concelho de Ministros 11B/2011, que regula o Plano de Ordenamento do PNSACV, e que lhe atribui uma área terrestre de 60 567 ha e uma área marítima de 28 858 ha, o que perfaz um total de 89 425 ha, havendo aqui uma diferença, significativa, de -40 575 ha, relativamente à informação do ICNF.

O resultado foi o gráfico abaixo.

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Produtor cultural de vocação e profissão. O jornalismo vem a reboque do seu sentido de justiça apurado e pela procura da verdade. O Amor e o Humor fazem parte da sua vida. Escreve de acordo com o AO 1990.

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