Os fitofármacos são produtos que se aplicam com o fim de proteger as culturas.
Fungicidas; Herbicidas; Insecticidas/Acaricidas; Rodenticidas; Nematodicidas; Reguladores de Crescimento; Molhantes; Atractivos/Repulsivos.
São produtos naturais ou de síntese, destinados a proteger as plantas das doenças, pragas ou infestantes, mantendo-as saudáveis para que estas possam exprimir todo o seu potencial produtivo, tanto no que se refere à quantidade como no que respeita à qualidade dos produtos Agrícolas, Florestais ou na Jardinagem.
Agricultura Responsável deve seguir e respeitar os Princípios da Proteção Integrada.
A prática da proteção integrada exige um amplo conhecimento da cultura, dos organismos auxiliares da cultura, dos seus inimigos, assim como dos diversos fatores que contribuem para a sua nocividade (bióticos, abióticos, culturais e económicos) de forma a efetuar-se, adequadamente, a estimativa do risco resultante da presença desses inimigos.
Segundo os princípios da proteção integrada os meios de luta deverão ser aplicados de forma oportuna e integrada recorrendo à luta química sempre como último recurso e, apenas, quando esta for reconhecidamente indispensável, utilizando apenas os produtos fitofarmacêuticos permitidos para cada cultura.
Agricultura Biológica
A agricultura biológica constitui-se como um instrumento para o desenvolvimento sustentável ao nível dos recursos da própria exploração, da região em que se insere e do ambiente global.
Os fitofármacos também ajudam a agricultura biológica. A acreditar na ciência, produzir com qualidade, em quantidade e segurança.
“Quase dois terços dos portugueses preferem consumir somente alimentos biológicos, mas apenas um quinto diz saber que a agricultura biológica também utiliza produtos fitofarmacêuticos”, concluiu um estudo divulgado de 26 de março, 2018, pelo Centro de Estudos Aplicados da Católica – Lisbon, School of Business & Economics para a Associação Nacional para a Indústria da Proteção da Plantas (ANIPLA).
“União Europeia renova licença por 5 anos do glifosato, herbicida total.” – 8 de dezembro, 2017.
“Glifosato: 3300 estudos já feitos atestam segurança deste herbicida.”
Em maio de 2016 a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização da Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) declaram glifosato improvável de causar cancro.
Como se sabe o IARC, a agência para o estudo do cancro associada à OMS, tinha recentemente afirmado que o glifosato era provavelmente carcinogénico.
A aparente contradição é explicada pela OMS, referindo que a conclusão publicada em 2016, foi um segundo passo relativamente à avaliação feita pelo IARC. A OMS acrescenta que o IARC olha para o perigo potencial das substâncias, enquanto este grupo analisa os riscos resultantes da exposição a uma determinada quantidade de resíduo.
O Permanganato de Potássio, forte agente oxidante, torna água potável, desinfectante de vegetais (África), desinfetante bocal e das mãos, anti-fúngico: solos/cutâneo. A ingestão de 10g/20g é letal. Em suma a diferença entre um fitofármaco e um veneno é a quantidade.
Porquê o Uso de Fitofármacos?
Para proteger as sementes dos insetos, infestantes, micro-organismos patogénicos durante a germinação, vingamento e crescimento; para proteger de contaminação, através de roedores, os produtos armazenados;
Para proteger de doenças os humanos.
Podem afetar:
– O ser humano;
– A vida selvagem;
– O ambiente.
É por este motivo que existe um controlo rigoroso no seu uso, modo de aplicação e comercialização, para que sejam seguros e eficazes.
Os Fitofármacos são um tema complexo, inclui questões como resíduos nos alimentos, saúde humana e segurança, efeitos no ambiente, interesses comerciais e europeus.
Certificação
Existem várias certificações a nível mundial dos alimentos, sementes, que certificam não só as espécies e variedades produzidas mas também o processo de produção conferindo a certificação de boas práticas culturais garantindo que os produtos estão de acordo com a legislação e isentos de produtos tóxicos, quer para o meio ambiente, para o consumidor final ou para quem manuseia o produto.
Assim se vai consumir alimentos prefira os produtos certificados.
O Controlo de Pragas e Doenças exige uma vigilância constante.
Podemos recorrer às estações meteorológicas para podermos estabelecer um modelo de previsão de pragas e doenças e desta forma evitarmos as doenças ou pragas bem como a sua severidade.
Para combater as pragas existem organismos chamados “inimigos naturais” que matam ou parasitam as pragas.
Tem a vantagem de trabalharem de graça para o Agricultor/Jardineiro, que na ocorrência deles pode ficar dispensado de adotar outras medidas de controle. Temos também plantas que atraem insectos auxiliares.

Por exemplo:
O piolho-da-alface (Nasonovia ribisnigri) é um afídeo que constitui uma importante praga na agricultura, especialmente na cultura da alface. É parasitado pelas espécies Aphelinus asychis e Aphidius ervi – Sirfídeos. O Concelho de Odemira tem Sirfídeos a viver naturalmente no meio ambiente.
Plantar cravo túnico – tagetes – e enterrar para controlar os nemátodes.
Plantas que atraem insetos auxiliares- hortelã-pimenta, calêndula, loendro e sabugueiro atraem as joaninhas – grandes predadoras de piolho ou afídio verde, matam pulgões, cochonilhas, tripes, ácaros e moscas brancas. Um só exemplar pode devorar centenas destes insectos. São muito úteis nas hortas e não devem ser destruídas ou confundidas com pragas.
Para fazer agricultura responsável temos que ter formação específica e informação adequada às necessidades.
Enquanto consumidores, recorrer a alimentos certificados é a forma de nos protegermos das más práticas culturais e exigirmos produtos de qualidade e saudáveis.
Quercus devolve peixes em perigo de extinção ao meio natural em Odemira