O Vírus e a Liberdade

FOTO: Allef Vinicius

Desde o dia 13 de Março de 2020, dia em que oficialmente entrámos todos em quarentena, em Portugal, devido ao Covid-19, que deambulo por sentires e reflexões sobre o que é que se está a passar em mim e á minha volta em relação ao tema, na intenção de fazer uma ponte entre as informações que vêm de fora e as que vêm de dentro. Percecionando a forma como ambas dançam umas com as outras, como se conectam dentro de mim. Investigando que verdades o meu corpo, como veículo de uma consciência maior, encontra na situação presente.

Pesquiso nas entrelinhas, nos símbolos, na informação mais além daquela que nos mostram, mais do que, simplesmente, aceitar o que sinto ser mera manipulação dos sentidos.

Podemos comparar a 6ª feira 13, ao dia do Halloween, onde há superstição, mas no fundo, apenas é símbolo de mudança e transformação. E transformação é a mudança de forma. É a morte de uma determinada energia que já se esgotou, para nascer uma nova.

Para além do dia em que se inicia o período de quarentena, ser precisamente neste dia, há a coincidência da natureza nos fazer esse convite também, com o equinócio de primavera. Portanto, há marcadamente um início de ciclo, e um fim de outro. Isto é, falamos novamente de morte e renascimento, para toda a humanidade. E quando falamos em equinócio de primavera no hemisfério norte, no hemisfério sul, celebra-se o equinócio de outono, bem sintonizados com o recolhimento.

Seguindo na análise simbólica da data para o momento atual, percebo que o numero 4, vindo do ano, é o símbolo da Mãe Gaia, segundo Lee Carroll. Então, o planeta Terra é a casa de todos nós. É a casa comum do coletivo. E na numerologia é o número da ordem e da organização, o que confere uma estrutura.

Interpretando todos os símbolos, podemos compreender que este momento traz um convite e uma mensagem para todos nós.

A mensagem pode ser interpretada de acordo com as várias linguagens, dentro da psicologia arquetípica. O símbolo é um arquétipo, um padrão energético com determinadas características, que nos permite perceber, interpretar e analisar mais adiante da mente lógica e racional, carregado de valor informativo da energia que chega até nós.

Neste caso, a minha interpretação simbólica deste período que vivemos, marca uma transformação da estrutura do coletivo.

Há muito tempo que, dentro das várias linguagens simbólicas e ancestrais, se falava do nascimento de uma nova humanidade, da Nova Terra. Mas para o novo nascer, o velho tem que colapsar e é neste período exato em que estamos, no colapso, de uma estrutura que já não tem como ser contida.

O vírus foi só a oportunidade que a Grande Força Criativa encontrou de quebrar com as velhas estruturas de poder e controlo.

Nada melhor para podermos refletir sobre estes tempos, do que estar na nossa casa, a fazer este processo internamente. Porque a urgência é que as mudanças comecem dentro, a partir de reflexões profundas. A partir do confronto com as nossas sombras, com os nossos medos mais primários.

Precisamos de ir ao nosso inconsciente, ao Inferno (interno) tal como Perséfone o fez no mito de Deméter. Precisamos de sair das velhas estruturas de controlo e poder, não só de fora, mas que se refletem nas nossas próprias estruturas internas. Porque o que está fora é o que está dentro. E esta é uma das Leis Universais que urge nos confrontarmos.

É muito interessante perceber que no trabalho dos arquétipos, todos eles têm a luz e a sombra, mas o lado sombra, todos fugimos do olhar integrativo.

As velhas estruturas de poder e controlo estão dentro de nós através dos nossos padrões de comportamento, que nos foram passados de geração em geração. Nós trazemos a história da humanidade nas nossas células, no nosso ADN. Não só herdamos genes, mas também padrões emocionais.

O que quero dizer, é que as emoções que as minhas avós viveram também vivem em mim até que, um dia, nós tenhamos a coragem de as reconhecer. Não quer dizer que eu tenha consciência delas, mas elas estão cá e, mais dia, menos dia, o nosso corpo cai, definha, com o peso das emoções que não foram expressas, que não encontraram uma forma criativa de ganhar expressão. Porque as emoções são meios de comunicação, não são para ficarmos reféns delas.

Então estar no nosso lar, interno, é poder estar presente para reconhecer tudo o que não foi expresso e que está preso, encarcerado, silenciado dentro de nós.

A vida é movimento, é um fluir constante entre as polaridades, entre os opostos complementares. É perceber que tanto somos dia, com as suas características de ação, de brilho, de ir para fora, como somos noite, que também precisamos de descansar, de vir para o interior e olhar para dentro.

Mas nos últimos anos da nossa história, com o industrialismo, deixámos de vir para dentro, e equilibrar a balança dos vários tipos de ação. Ficamos reféns dos padrões solares, masculinos, da mente, da lógica, do concreto, da forma, do fazer perdendo o contacto com os padrões femininos, lunares, de estar em contacto com as emoções, de nos conectarmos com os ritmos da natureza, do prazer de viver, da quietude e recolhimento que pede o movimento de esvaziar. O Feminino é o vazio, de que tanto medo temos, porque perdemos o hábito de contactar com ele.

Muitas pessoas acham-se desadequadas porque nos foi dito que tínhamos que ser sempre de uma determinada maneira, “normais”, e elas sentem várias polaridades dentro delas. E se avaliarmos bem o ser humano, ele é composto por polaridades que se complementam, tal como a natureza. Não só porque a natureza está em constante mutação, dentro dos seus vários tipos de ciclos (diários como o dia e a noite, das estações, anuais ou ciclos mais alargados no tempo cronológico). Mas também porque se temos várias fases de vida, e nelas vamos vivendo diversas experiências, como podemos proceder sempre da mesma forma e sermos sempre os mesmos? Não evoluímos assim, não há crescimento interior. Apenas exterior, dos bens materiais. E foi o que acabou por acontecer nos últimos anos da nossa história.

Daí, que esta seja uma fase de mudança para todo o coletivo, e para fazermos esta mudança coletivamente, é necessário todos fazermos esta reflexão. É muito sincronístico que todos nós estejamos numa posição de igualdade, nas mesmas condições.

Mais do que medo do vírus, dentro de nós residem medos muito mais antigos e primordiais. O medo do vírus é só um reflexo, ou uma forma também simbólica de podermos visitar e resignificar esses medos.

Os medos que não nos deixam ir para lá da sobrevivência, que não nos deixam sermos autênticos, que não nos deixam cumprir os nossos sonhos, por todas as desculpas que a nossa mente, ego, podiam encontrar para não nos cumprirmos e honrarmos enquanto seres humanos a viver uma experiência neste planeta.

Em tudo, em todos os momentos mais difíceis, há sempre uma oportunidade. E nesta oportunidade, temos a escolha de sermos mais humanos, a dar mais valor a certas coisas que antes não nos permitíamos, por força das circunstâncias.

Sendo que, como humanos, temos uma história de dor, de feridas, de guerra entre os opostos, que precisa, antes de mais, ser reconhecida e validada dentro de nós, para posteriormente serem integrados.

Aparentemente vivemos em liberdade e reconheço tudo o que foi feito para chegar onde estamos, mas no dia de hoje, 25 de Abril, celebrando precisamente todo o trabalho desenvolvido até aqui, também quero deixar o meu contributo com a expressão do que sinto, para chegarmos a uma maior liberdade interior. Pois essa é a maior liberdade que podemos ter, para nos sentirmos em paz connosco e com tudo o que acontece à nossa volta.

Aquilo que vejo é uma grande falta de liberdade interior, porque estamos aprisionados aos vários medos, à vergonha, à culpa, que nos acompanham ainda dos tempos da ditadura.

Eu sou neta da ditadura, ela ainda me corre no sangue, ainda me confronto com ela nas memórias celulares.

Há memórias, há emoções que o 25 de Abril ainda não libertou em mim e na grande maioria das pessoas com quem me cruzo e conheço.

Ainda vivemos emocional e psicologicamente na escassez e na sobrevivência, por mais abundancia que possamos ver há volta em comparação com o passado. Ainda há padrões que se repetem ciclicamente.

Precisamente porque essas emoções, dos nossos antepassados vieram junto com as nossas células e ainda não foram atualizadas.

Ao deixarmos de viver em sintonia com os ritmos da natureza, o que aconteceu, foi que essas emoções, essa energia, em vez de vir para fora, liberta, ficou estagnada, presa no corpo. Ciclo após ciclo temos a oportunidade de as transformar, mas só o podemos fazer a partir de um estado de consciência, de reconhecimento.

FOTO: Matheus Natan

Mas como reconhecer que temos medos, se à partida temos medo da palavra medo?

Porque nos disseram que ter medo é para os fracos, os vulneráveis. Porque desde crianças nos disseram, a nós e desde lá de trás aos meus trisavós, até a gerações mais longínquas, que não podíamos chorar, que tínhamos de ser fortes. Então o que aconteceu? Aconteceu que, em vez de reconhecermos a emoção, de percebermos o tipo de informação que ela nos queria transmitir para a nossa melhor vivência, o que fizemos foi engolir, reprimir, aprisionar dentro do nosso corpo, uma energia, que apenas esteve ali para nos dar uma informação que o nosso corpo, animal, instintivo precisava para fazer face a uma determinada situação. Ou seja, o nosso mecanismo natural foi pervertido. A emoção que tinha uma intenção saudável, de comunicar, foi transformada em doença, usada contra nós próprios. Falamos das várias doenças psicossomáticas, como a depressão e o cancro, e das doenças autoimunes em que as emoções presas no corpo estagnaram e ele deixando de conseguir processar tanta informação, porque entupiu, encontra forma de libertar o que já não serve através da doença. Daí eu ter escrito lá atrás que para o novo florir, o velho tem que colapsar. De outra forma, não há espaço para o novo.

No caso das mulheres, e eu falo como mulher, estas doenças falam, expressam, o que a nossa avó, mãe, não falou lá atrás, o que ela não reconheceu porque não podia, não tinha como, não tinha recursos, ou pelas consequências que se repercutiam.

Quando digo que trago a ditadura nas minhas células é neste sentido.

Durante a ditadura, e até mais tarde, os homens batiam, violavam as suas próprias mulheres e não eram condenados por isso. Já a mulher não podia fazer nada, não podia denunciar o marido, porque era um ato normal. Compreendia-se que, se o marido tinha este tipo de comportamento, era porque a mulher o merecia. Para a mulher era uma vergonha saber-se que o marido lhe batia porque, se isso acontecia, o erro era dela. Era difamada. Então as mulheres aprenderam a reprimir toda a sua dor, a sua raiva, a humilhação, todas as emoções mais densas, perante as injustiças que sentiam, toda a sua revolta ficou armazenada no seu corpo.

Quando observamos mulheres que passam várias depressões na vida, cancros, quistos de mama, de útero, de estômago, estas doenças são a manifestação do seu corpo a contar a sua história e/ou das suas ancestrais.

O nosso corpo guarda os seus segredos, de violência, de violação, de abortos, todo o tipo de crimes e condenações que as mulheres viveram contra si.

Com isto não quero castigar os homens, porque eles atualmente também são reféns desta história e por culpa, muita dela ainda inconsciente, perderam a sua força, a sua masculinidade.

Então, atualmente vemos, homens sem força, como mulheres masculinizadas, por defesa, por medo de se vulnerabilizarem, por medo de um passado, por culpas internalizadas, ambos impedidos de abrir os seus corações aos parceiros, porque ainda não curaram estas feridas. Ainda não as reconheceram, porque para reconhecer a dor, temos que ir ter com ela, confrontá-la e viver este processo é muito desafiante.

Mas o que nos está a ser pedido atualmente, é a verdadeira liberdade interna! E a liberdade interna só poderá vir com a purga deste passado!

E o reconhecimento da nossa história, do nosso passado, é perceber que a ditadura ainda está viva nas nossas células quando nos criticamos, nos julgamos uns aos outros, quando não respeitamos a liberdade individual de cada um. Quando não percebemos que somos todos diferentes, e que cada um deve responder de acordo com a sua autenticidade. Mas ainda há muito medo do que os outros dizem, porque sabemos que, apesar de tudo, ainda somos regidos pelas leis da comparação e do julgamento! Temos medo de nos permitirmos ser puramente genuínos porque não temos ainda os recursos, o amor-próprio necessário para ir mais além!

Sempre que não acolhemos, não aceitamos uma pessoa tal como ela é, nas suas diferenças estamos a ser o mesmo ditador que um dia nos governou, querendo que os outros sejam o que ele quer, à sua imagem e idealização. É uma coisa muito fácil de fazer, que ninguém tem consciência, porque está impregnada no nosso comportamento. Nós achamos que os outros têm que ser e se comportar da mesma forma que nós, segundo as nossas normas e valores, caso contrário, criticamos e julgamos.

Rejeitamos o outro. Impuseram-nos um tipo de comportamento, e nós replicamos essa atitude. Porque fomos criados na obediência! Ninguém podia colocar nada em causa. Não podíamos pensar diferente, de outra forma eramos censurados. E apesar de já ir longe a ditadura, este tipo de comportamentos ainda perduram no inconsciente coletivo. Tanto tempo que não podemos colocar nada em causa, quando temos outras tarefas para fazer de sobrevivência, esquecemos de resgatar a nossa liberdade interior, neste tipo de situações, que agora nos estão a ser pedidas a fazer.

Todos nós, na nossa história, temos vítimas e vilões, na nossa família. Uns foram os escravos, os criados e outros os tiranos, capatazes. Por isso, atualmente, o que nos está a ser pedido é a união destas polaridades, sem julgamento, integrando tudo, toda a dor. Porque onde não existe amor, existe a dor! E a dor quer ser reconhecida, ser olhada, vista em presença.

Esta foi a minha experiência, bem vivida nos últimos tempos. Precisei reconhecer a dor das mulheres da minha família, e por alguma razão maior tive que entender o que elas sentiram, ainda que com experiências diferentes, mas as emoções, eram as mesmas. A dor da Mãe Terra, da consciência do feminino estava cá no meu corpo!

E não quero com isto condenar o meu avô, nem o Salazar, apenas dizer que todos nós ainda temos comportamentos iguais, mais ou menos conscientes, porque nos foram passados pela educação.

Os homens também têm um feminino interior, por isso também a mesma história dentro de si.

O que está a acontecer é que as mulheres ao entrarem na polaridade masculina, produzem os mesmos padrões em relação aos homens, como forma de defesa, claro. O que não é desejável, porque ao entrarmos num novo ciclo de vitima e vilão, mudando apenas os papéis, maior a dificuldade em sair deste circuito vicioso da guerra dos sexos, que perdura há tantos milénios, desde que nos separaram da unidade primordial.

Nós enquanto humanos de sexos diferentes, somos opostos complementares, mas energeticamente falando, trazemos ambas as qualidades energéticas dentro de nós. Porque uma coisa é ser homem e mulher, outra coisa é energia feminina e masculina. Quando se fala de energia feminina, não é das mulheres que se fala, é da qualidade energética, tal como a noite tem uma qualidade feminina.

É este o trabalho que nos está a ser pedido internamente. A união dos opostos, das polaridades que nos caracterizam a nós humanos e natureza.

E é esta a liberdade que eu desejo para todos nós e para o novo mundo, a liberdade interna, de sermos autênticos. De podermos ser livres de expressar os nossos sonhos e a nossa criatividade á medida da essência de cada um, alinhados com aquilo que é maior que todos nós.

Liberdade, para mim, hoje, é o ato de libertação da história que pesa, das emoções que nos adoecem, de reconhecimento da dor e da sombra, do que nos fez mal. Mas porque é normal repetir o que conhecemos, ainda tornamos a repetir pela via do inconsciente. E por isso temos que tornar consciente, para mudar.

Nós estamos muito aquém da nossa verdadeira natureza humana, porque vindos da ditadura, sem querer ir mais atrás, nos foi dito o que era certo e errado e nos forçaram a seguir esses padrões pela obediência.

Fomos castrados, perdemos quase todos os mecanismos naturais que nos ligam aos princípios da vida e do prazer de viver.

A consciência começa com a abertura para podermos ver o que está na sombra, no escuro, que não conseguimos ver, que está inconsciente.

Ser consciente é resultado de um processo de trazer do inconsciente aquilo que está reprimido, banalizado dentro de nós, por força do julgamento. A este processo se chama cura e transformação. A verdadeira cura destes traumas leva tempo, dedicação e perseverança. Mas acredito que esta é maior liberdade que podemos ter, ainda que lá fora o caos possa prevalecer.

Acredito que a grande Força Cósmica, Criadora de todos os tipos de vida criou uma janela de oportunidade para encontrarmos, em conjunto, a verdadeira Liberdade Interior. Exemplo que recordo com Nelson Mandela.

Espero que nos possamos libertar da ditadura a partir de dentro, reconhecendo as nossas dores, com compaixão por toda a história, por todos nós que fizemos parte da história, mas que já não faz parte continuar a reproduzi-la ciclo após ciclo.

Algo novo está a começar, então que possa vingar aquilo que é mais genuíno e autêntico, de valor humano a partir de cada um de nós, para todos nós!

A propósito dos segredos que a mulher guarda, pela vergonha, Clarissa Pinkola Estés, psicoterapeuta Junguiana, refere a importância para a sua psiqué de revelar os segredos que ela possa trazer na sua história.

Segundo Jung, pelas palavras de Clarissa, “guardar segredos afasta-nos do inconsciente. Onde há um segredo relacionado com a vergonha, há sempre uma zona morta na psiqué da mulher, um lugar que não responde nem reage adequadamente aos incessantes acontecimentos da sua própria vida emocional…”

Clarissa partilha que “todas as pessoas escolhem mal as palavras ou fazem fracas opções porque não sabem fazer melhor ou porque não mediram bem as consequências. Não há nada neste planeta ou neste universo fora do âmbito do perdoável. Nada. (…) O Eu é um deus selvagem que compreende a natureza das criaturas. Por vezes é difícil «portarmo-nos bem» quando os instintos básicos, nomeadamente a intuição, nos são extirpados. (…) A Alma selvagem tem um lado profundamente compassivo que leva isto em conta.”

Se queres ser livre, Mulher, Homem, liberta-te do segredo que aí guardas tão exaustivamente. Liberta-te da história. Não te condenes mais… Encontra alguém que confies e que saiba escutar-te, ou encontra um terapeuta. É agora!!

Com muito Amor e compaixão por toda a nossa história de dor, como indivíduos e como coletivo. Juntos podemos criar um novo Mundo e escrever uma nova história!

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Sobre o Autor

Com uma vida dedicada ao estudo da consciência pela experiência da cura e da transformação do corpo e da alma, aliada aos estudos em Psicologia, Filipa culmina na ideia de curandeira, que na sua visão e sensibilidade criativas é a porteira para a cura de outros.

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