Notícias do Cosmo, aqui e agora Perspetiva Astrológica de 2020

Os astrólogos já tinham previsto uma grande agitação para o ano de 2020, uma vez que as configurações planetárias indicavam a dissolução do sistema vigente, pois este se encontraria nesse momento em total descompasso com a era vindoura: Aquário. A última vez que um sistema se dissolveu desta forma foi nos anos imediatamente anteriores à Revolução Francesa. Convém lembrar que, logo após a queda da Bastilha, toda a América, do Sul e do Norte, proclamaram suas independências. A partir deste momento o mundo nunca mais foi o mesmo e as palavras: liberdade, igualdade e fraternidade ecoaram por todo o mundo ocidental.

O fenómeno de dissolução do sistema vigente teve início em 2008 e terá o seu término em 2024. Esse período começou quando o planeta Plutão, que representa morte e renascimento, entrou para o signo de Capricórnio que representa todo o sistema que nos organiza. Em 2008 houve um primeiro aviso, a quebra do sistema bancário que trouxe consigo uma crise da qual ainda hoje não nos recuperámos pois o sistema ficou altamente comprometido e endividado. Este período também trouxe à tona todos os podres de um sistema corrompido pela ganância e pelo incentivo ao egocentrismo. Durante a passagem de Plutão por Capricórnio 2008/2024, veremos vários outros planetas a ajudar o processo de dissolução e renascimento para que, aos poucos, possamos vibrar em outros níveis de consciência.

No entanto, outras configurações planetárias têm vindo a nos auxiliar nesta grande transformação. O ingresso do planeta Neptuno no signo de Peixes em 2012-2027 fez com que as pessoas procurassem mais e mais o sagrado em suas vidas e em todas as coisas. Verificou-se uma maior consciência em relação ao que somos e ao facto de que tudo está irremediavelmente interconectado. Outro ingresso de extrema importância foi a entrada de Úrano no signo de Touro em 2018-2025. Úrano é o planeta regente de Aquário, o signo do futuro, e Touro representa os valores que nos orientam. Nesse período haverá um repensar naquilo que queremos das nossas vidas tanto pessoal, como materialmente. Finalmente o aspeto Úrano/ Plutão entre 2014-2020 trouxe uma rebelião enorme em relação ao sistema vigente e tivemos a oportunidade de presenciar muitas manifestações nas ruas, sinal de desobediência civil e de busca de novos horizontes. Durante este período, povos de diferentes países começaram a exigir aos seus governantes maiores responsabilidades e compromissos perante um futuro que se apresentava cada vez mais negro devido a políticas pouco sustentáveis nas áreas ambientais, sociais e económicas. Aqui começámos a perceber como um todo, em sociedade, que o sistema em que vivemos já não nos serve mais.

Ao chegarmos ao dia 12 de janeiro de 2020, o planeta Saturno que rege o signo de Capricórnio encontrou-se com o planeta Plutão. O encontro destes dois planetas nunca é fácil, especialmente quando não estamos preparados. Juntos fizeram vir à tona o que precisava ser resolvido e sentimo-nos todos afetados com a quebra das frágeis estruturas que nos mantinham organizados e com o surgimento de mortes coletivas, escassez e conflitos generalizados. Essa combinação trouxe, a todos, medos e inseguranças. Chegou a hora da limpeza. O momento atual promete ser tão duro quanto for a falta de consciência da humanidade. Os próximos tempos vão mudar completamente o curso das nossas vidas. Sejamos flexíveis pois já não seremos os mesmos e nem teremos o paradigma anterior para nos amparar, pois toda a estrutura na qual nos apoiávamos está em rápido processo de auto dissolução.

Haverá momentos que serão de pura alquimia e inspiração, transmutação e metamorfose como foram os dias 4 e 5 de abril quando os planetas Júpiter e Plutão se uniram aos que já estavam em andamento e novos cenários se nos abriram ao levantar a nossa frequência vibratória. É interessante notar que durante esse período houve uma meditação coletiva que envolveu milhares de pessoas. Considerando que a frequência da Terra, conhecida como ressonância de Schumann, é a mesma frequência do cérebro e corações humanos, isto significa que os ritmos dos dois últimos são sincronizados com os ritmos do planeta. Quando dois sistemas ressoam na mesma frequência há troca de informação e de energia. Por isso, quando há meditações coletivas também há grande troca de conhecimento e consciência. Esse alinhamento planetário de Júpiter e Plutão ainda se desdobrará ao longo do ano, mais especificamente por volta dos dias 30/31 de junho e 12/13 de novembro. Aqui é-nos dada a oportunidade de cocriação com nosso próprio futuro, pois ao saber as datas dos eventos importantes poderemos escolher como iremos interagir com essas energias dialogando com os campos de informação cósmicos que são descodificados pela astrologia. À medida que o ano se desenrola, notaremos o surgimento de momentos desafiadores em que novos talentos e muita criatividade virão a tona, até porque a criatividade será fundamental pois precisaremos de criar um novo sistema educacional, político-social, económico-ambiental, enfim um novo paradigma, onde muito dos nossos talentos, ainda bloqueados e formatados por parâmetros já ultrapassados, poderão se desenvolver dentro de um novo quadro de possibilidades. Já vimos que vamos ter que nos ajudar como um todo, numa visão menos individualista, mais coletiva e holística onde o amor incondicional, que é uma característica de Aquário, trará a luz que precisamos para ver e consequentemente distinguir entre o que devemos descartar das nossas vidas para alcançar novas opções que estarão à nossa espera do outro lado desta pandemia.

Ao longo deste ano entraremos em contacto com outras situações de transmutação que nos serão reveladas. Isso ocorrerá no final de setembro/outubro quando o planeta Marte entrar em retrogradação, criando aspetos difíceis com o trio Júpiter, Saturno e Plutão. Quando um planeta está retrógrado, vai buscar algo que ainda não veio à tona e precisa de ser revelado. Por isso podemos esperar, nessa altura, crises e novas oportunidades.

fotografia: Kevin Crosby

A 14 de dezembro teremos o último eclipse solar do ano que anunciará a entrada conjunta dos planetas sociais Júpiter e Saturno em Aquário. Essa conjunção ocorrerá no dia 21 de dezembro. Júpiter é uma lufada de ar fresco e fará subir as energias densas que experimentámos durante o ano, pois é um planeta confiante, entusiasmado, cheio de energia e sabedoria. Saturno, por outro lado, colocará limites ao construir a estrutura necessária para que essas qualidades se manifestem. É interessante notar que nos últimos 200 anos essa conjunção ocorreu em signos de Terra, os quais são muito ligados à matéria. No entanto, no final do ano, esta conjunção ocorrerá em Aquário e, portanto, durante os próximos tempos estará em signos de Ar. Isto representará uma grande mudança pois o elemento Ar representa todas as formas de comunicação. Entretanto quando chegar 2024, Plutão também passará para Aquário. É um processo em que, aos poucos, tudo se vai tornando mais Aquariano e, quando olharmos para trás, poderemos finalmente enxergar e compreender a importância dessa época e ao novo mundo para o qual estamos sendo levados.

Em suma, estamos a viver um momento difícil e confuso porque são ciclos de 20, 200 e de 240 anos dentro de um outro ainda maior, de 2000 anos, que se dissolvem juntos para que algo novo e mais coerente possa surgir. Isso implica uma transformação em todos nós onde alguns se ajustarão mais facilmente do que outros, mas vamos emergir deste processo completamente diferentes. Entrámos definitivamente na transição para Aquário, que é a era do Cosmo e seres de outros planetas, astrologia e outras ideias transdisciplinares que só poderão surgir através de uma nova educação, que vai do transpessoal, ao coletivo, incluindo ciências e tecnologias onde qualidades e quantidades estarão irremediavelmente interligadas… e muito mais possibilidades que neste momento não podemos nem imaginar.

Sobre o Autor

Bióloga, ambientalista e astróloga. Interesse em ciências e espiritualidade. Mestrado em Ciências Holísticas pelo Schumacher College. Co-fundadora da Transição São Luís. Trabalha como astróloga residente no Corpo Infinito, criado pela Fundação Joana Vasconcelos

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