Estratégia pessoal, eficiência e eficácia profissional O talento, o autoconhecimento, a paixão e a criatividade

fotografia: Javardh

– Introdução
Este texto surge de uma conversa com um amigo e evoluiu no tempo com alguma troca de ideias.

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Um dos instrumentos mais conhecidos de estratégia pessoal tem origem no Japão e dá pelo nome de Ikigai (representado no esquema abaixo).

Trata-se de combinar a visão das necessidades futuras do coletivo, o talento pessoal, a paixão que conduzirá o desenvolvimento de competências e os recursos que daí advirão para levar uma vida confortável.

Pretende-se, aqui, refletir esta metodologia aplicada a um mundo em mudança.

A digitalização da economia, a forte pressão ecológica, o cansaço de uma sociedade de medo, o excesso do envolvimento mental em discussões sem fim e o crescimento de correntes que apontam para a felicidade como caminho que não a produção e aquisição de bens, irão fazer aparecer novas formas de emprego e de empreendedorismo, enquanto outras morrerão.

Neste tempo confuso, de frustração, de angústia e de medo, segundo Gregg Braden (um dos nomes mais destacados internacionalmente no estudo das relações entre ciência e espiritualidade), vive-se, consciente ou inconscientemente, pela primeira vez no mundo inteiro, um processo de luto coletivo. O luto pela perda de um estilo de vida.

Braden diz que o modelo de Kübler-Ross, uma descrição de cinco estágios pelos quais as pessoas passam ao lidar com a perda, o luto e a tragédia, também se aplica a este luto. Um processo que poderá ser rápido tomando consciência destes estágios e aceitando-os. São eles: a Negação, a Raiva, a Negociação a Depressão e a Aceitação.

Fala-se constantemente no voltar à normalidade, mas Braden reforça a ideia de que nada será como dantes. Aquilo que se irá viver será um “novo normal”, diz. Não se sabe ainda o que isso poderá ser, mas o futuro será determinado pelas escolhas que se fizerem no presente e da forma como se lida com os cinco estágios de Kübler-Ross.

É muito importante perder-se o medo no geral, mas sobretudo perder-se o medo de perseguir os sonhos, ajustando-se cada um a uma sociedade cuja tónica passará do foco produtivo para uma vocação de realização pessoal plena.

Urge, então, uma deteção mais precoce do talento no lugar de um caminho educativo cego, de um sistema que já perdeu a validade.

É fundamental elevar o pensamento porque aquilo que se procura está simultaneamente à procura do pensador. Simplesmente porque dirige a atenção para o essencial. Quando se acredita que é possível, constrói-se a possibilidade. Se não se acredita, permanece-se preso. Mas é preciso conhecer-se para se saber o que propor.

A concretização de um projeto oferece muitos obstáculos como que para testar a perseverança e a tenacidade. É por isso que o autoconhecimento torna a vontade de realizar na verdade do ser e querer mais profundo.

O propósito na vida, a paixão e criatividade diária, tem impactos na saúde mental e física revelando-se em eficiência e eficácia profissional.


ETHOS | do grego éthos –ous, costume, hábito
1. Conjunto dos costumes e práticas característicos de um povo em determinada época ou região.
2. Conjunto de características ou valores de determinado grupo ou movimento.
in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

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Sobre o Autor

Produtor cultural de vocação e profissão. O jornalismo vem a reboque do seu sentido de justiça apurado e pela procura da verdade. O Amor e o Humor fazem parte da sua vida. Escreve de acordo com o AO 1990.

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