Canecovírus O coronavírus não é o fim do mundo, é uma doença normal como tantas outras

fotografia Erik Mclean

Todos os anos são milhares as pessoas diagnosticadas com cancro. A maioria sofre, durante o resto da sua vida, um calvário com as frequentes idas ao hospital, com quimioterapia e radioterapia, e de dor, medo e sofrimento. Numa sociedade avançada, as investigações para curar o cancro deviam ter um lugar prioritário, dispondo todos os meios económicos possíveis, mas não tem.

Em acidentes de trabalho morrem, por ano, centenas de pessoas e milhares são os feridos com gravidade ou os doentes por rotinas laborais. As causas são precariedade laboral, longas jornadas, escassas medidas de segurança e exploração. Nenhum organismo estatal alerta sobre as escassas condições de trabalho quanto menos as vítimas. Mais de dois mil milhões de pessoas trabalham jornadas superiores a 15 horas por menos de dez euros ao dia. Total miséria humana!

Cada ano morre de gripe milhares de pessoas. Uma doença tão comum como o sarampo mata todos os anos milhares de pessoas em África. A Organização Mundial da Saúde (OMS) não exige aos países desenvolvidos que forneçam as vacinas necessárias para evitar este genocídio silencioso. Para quê, se a maioria são pretos?

Cada ano aumentam os milhares de falecidos pela contaminação ambiental. Oitocentas mil pessoas na União Europeia e nove milhões no Mundo, além daqueles que padecem de doenças crónicas que lhes diminui a qualidade de vida.

Mais de seis milhões de pessoas morrem de fome no Mundo enquanto nos países ocidentais se atira para o lixo toneladas de alimentos.

Nenhum telejornal, nenhum jornal, nenhuma radio leva dias e dias dando o protagonismo que merecem as tragédias anteriormente mencionadas que martirizam o dia-a-dia da humanidade.

Pelo contrario, há uns meses surgiu numa região da China um vírus que causa pneumonia e tem um índice mortal de 1%. Meios de comunicação do mundo inteiro, acompanhados por redes sociais da mentira global decidiram que este era o problema mais terrível do mundo desde o tempo da peste do século XIV.

Não existe telejornal, capa de jornal ou rede social onde o coronavírus não ocupe um lugar destacado e reiterativo até à exaustão, como se não tivéssemos já suficiente com as doenças conhecidas que matam, de verdade, muitíssima gente.

Desconheço como surgiu este vírus, o pouco que sabemos é o que contam os especialistas, que apenas mata e nem sequer deixa sequelas.

Sendo assim, por que é que os media seguem criando alarme mundial com o famoso coronavírus?

Sinto que nada do que ocorre no Mundo é por casualidade, assim como os media ignoram inocentemente o número de mortos das guerras absurdas e consequentemente o problema dos refugiados, a fome, falta de agua…

Vivemos em tempos de relevo onde a potência dos EUA tem, pela primeira vez, um sério adversário que se chama China, a qual produz 18% de tudo o que se fabrica no Mundo estando determinada a ser a primeira potência mundial porque tem o capital, a tecnologia e a mão-de-obra necessária para isso. Faça o que fizer o maluco do Trump e seus aliados não há volta para trás, embora esta liderança lhe vá custar sangue, suor e lágrimas.

O coronavírus é uma doença que não tem dados alarmantes, primeiro porque não se expande ao ritmo das grandes epidemias que já sofreu o mundo, segundo pelas baixas percentagens de mortalidade e, mesmo assim, querem criar um pânico global. Por isso, cada dia, acordamos com novos casos na Itália, Espanha, Alemanha, Malásia ou em “São Bernardino” (seja onde isso for).

Importante é criar o MEDO com fins políticos e económicos onde se prioriza as mentiras como verdades absolutas.

O coronavírus não é o fim do mundo, é uma doença normal como tantas outras, mas a manipulação mediática interessada pode levar-nos a uma crise de consequências devastadoras.

Sobre o Autor

Clown Enano, natural da Peninsula Ibérica, acredita que cada momento é único e especial, assim como cada artigo que escreve para o mercúrio. Pai, Palhaço de Vida, activista, sonhador, amante do Alentejo há duas décadas. Viajante universal.

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