TAMERA – Centro de formação para o futuro Um modelo de vida para uma cultura de paz

TAMERA abriu as portas ao MERCÚRIO numa visita guiada por Fátima Teixeira, relações públicas da comunidade, uma pessoa calma e acolhedora, que pacientemente mostrou os vários projetos e lugares. Falámos com Sabine Lichtenfels, co-fundadora de Tamera, com Leila Dregger, responsável pela comunicação, Andrea Lo Presti, do projeto de ecologia e Frederick Weihe, um dos membros do projeto das energias.

 

O QUE É

Em termos simples Tamera é um lugar onde as pessoas vivem em comunidade plena, desde o ano de 1995, e que pretende evoluir para uma ecoaldeia e simultaneamente ser um centro de pesquisa para questões sociais e ecológicas. “Tamera nasceu da visão de ter aqui um Biótopo de Cura, que é a ideia de trazer todos os diferentes aspetos do trabalho ecológico, do trabalho de arquitetura e do trabalho social, juntos, e criar um modelo que sirva de exemplo para outras comunidades do mundo”, conta Sabine Lichtenfels.

Com vista a estabelecer um projeto de pesquisa internacional para a paz, “a ideia é mostrar que a descentralização de projetos que estão em cooperação com a natureza e a reconstrução da sabedoria comunitária nas pessoas é uma emergência mundial”, diz, “queremos mostrar que outros modos de vida são possíveis e que, se queremos mesmo salvar a vida, é necessário relembrar, a nós mesmos, que a humanidade se pode reorganizar em novas formas”.

Para Sabine, na sua origem, Tamera pretende criar um modelo de um novo estilo de vida onde pessoas coabitam entre si e com a natureza e “se for demasiado pequeno não funciona. Por isso ainda estamos em fase de descoberta para sabermos até que ponto é que podemos crescer sem perder o sentido de comunidade em que todos se conhecem com compaixão e não de forma anónima”.

A Revolução de Abril foi uma grande fonte de inspiração para os seus fundadores. A sua vinda para o concelho de Odemira prendeu-se pelo clima particular da região que oferece vantagens para o desenvolvimento de fontes de energia renováveis, para o cultivo de alimentos e a gestão natural dos recursos hídricos, mas o ‘clima’ humano, a abertura e hospitalidade dos portugueses foram decisivos para a sua escolha. Neste momento cerca de 170 pessoas vivem nesta comunidade uma boa parte do ano. Destas, cerca de 30 são crianças. Existem vários departamentos na estrutura. Cada departamento tem um coordenador.

Os funcionários de Tamera são membros ativos da Associação para um Mundo Humanitário (AMH) e da Associação Grupo para a Reconciliação em Áreas de Crise e Educação (GRACE). A AMH é responsável pela pesquisa ecológica e pelo setor de pesquisa de energia sustentável de Tamera: o Campo Experimental para a Aldeia Solar, a paisagem de retenção aquática, a restauração ecológica e florestal, a criação de biótipos alimentares e a rede regional. A GRACE é responsável pela formação e educação e pelas ações de paz a nível global.

Cada uma das associações é detentora de 50% das ações da Ilos Peace Research Centre, Lda., que é a proprietária e administradora das propriedades do Monte do Cerro e Vale da Mua, e responsável pela gestão, manutenção e infraestruturas dos edifícios e instalações técnicas, bem como o planeamento e licenciamento do terreno, da silvicultura, da agricultura, dos direitos da água e do território. Dentro da propriedade de Tamera existem vários espaços comunitários e várias zonas de residência e de acolhimento para os ‘participantes’.

DO QUE VIVE

A principal fonte de receita de Tamera vem dos hóspedes e dos participantes nos seminários, que são pagos. “Os nossos especialistas (ecologia, produção de sementes, vida em comunidade, etc.) quando vão fazer as suas palestras, pelo país e pelo mundo, recebem dinheiro que é entregue à comunidade”, informa Leila “aqui as pessoas têm o que precisam, alimentação, teto, roupa… e por isso todo o dinheiro que a comunidade ganha é para a comunidade. Entre nós não há dinheiro”.

Há ainda na comunidade quem faça consultoria em arquitetura de construção ecológica (bioclimática), paisagens de retenção aquática, permacultura, energias renováveis, comunidade. Existe também uma pequena editora, que publica livros em português, alemão e inglês, uma empresa que constrói lagos e represas na região, e também alguns donativos.

VIVER EM TAMERA

As pessoas que vivem em Tamera são aquelas que se identificam com a maior parte das suas ideias. “Para viveres em Tamera tens de ser uma pessoa muito idealista, tens de abdicar de muito conforto”, afirma Sabine.

A fundadora diz que prefere que as pessoas possam ir a Tamera inspirar-se, estudar certos aspetos da vida comunitária e que depois se vão embora, do que forçarem-se a ficar. “A parte da comunidade é um assunto muito importante aqui e se tu não defendes isso também não conseguirás ficar, visitarás Tamera, darás uma ‘olhadela’, provavelmente reterás alguns aspetos mas depois irás à tua vida. Os visitantes também são muito bem-vindos”, explica.

A ideia base é a de que as pessoas vão para Tamera por pequenos períodos que podem ser de três meses ou uma semana, pode até ser um fim de semana ou mesmo apenas uma tarde. “O tempo suficiente para se perceber de que uma nova vida, um mundo diferente é possível, e de que as pessoas podem viver de forma diferente com os outros e com a natureza”, informa Leila, “dar às pessoas ideias de como elas podem mudar a sua situação de vida, mesmo que não integrem todos os aspetos que veem aqui. Muitas pessoas que passaram por Tamera mudaram o seu estilo de vida porque lhes mostrámos uma perspetiva diferente de viver”.

Apesar de o caminho ser o da autonomia, dentro de uma filosofia de permacultura, Tamera pretende incluir a região nesse objetivo, isto é, tudo aquilo que não produzem compram aos vizinhos ou pelo menos na produção regional ou nacional, sempre que possível produzido em modo de produção biológica. “Comprar localmente, ajudar a economia local, é muito importante para nós”, confere Leila.

Em Tamera tenta-se também consumir, cada vez mais, apenas produtos da época e dentro de uma perspetiva de que nenhum outro ser deverá ser prejudicado pelo que se consome. Esse é o conceito “livre de cumplicidade”. Essa é a razão de consumirem muito poucos laticínios e de não comerem carne ou peixe mas “o importante não é fazer disso uma grande ideologia mas que a escolha de cada um seja consciente e livre e, sobretudo, não julgar ninguém por isso”, diz Sabine.

Em Tamera existe ainda um médico de medicina convencional, a tempo inteiro, uma técnica de saúde, que colabora com regularidade, e outras pessoas que providenciam outros tipos de terapias como a homeopatia e a medicina chinesa. Os casos de urgência terão de ser atendidos em Santiago do Cacém ou Beja.

O CAMPUS GLOBAL

Para atingir os objetivos de Tamera foi criado o ‘Campus Global’, um centro educativo que proporciona conhecimento e suporte a todos aqueles que pretendam uma vida mais autónoma e sustentável. “O princípio é mostrar que projetos descentralizados estão em cooperação com a natureza e que a reconstrução da sabedoria comunitária nas pessoas é uma emergência mundial”, diz Leila.

Existem cursos de formação em autonomia regional, uma escola do pensar, um Ashram político e cursos de comunidade, confiança e amor. Na formação prática os formandos participam nas áreas de investigação de Tamera. O Campus é composto pelas áreas de alojamento e de refeição para cerca de duzentas pessoas, quatro salas multiúsos com acesso à internet, biblioteca e outros equipamentos e uma área de atendimento.

Por aqui passam anualmente, entre abril e novembro, cerca de duas mil pessoas, de todos os continentes, que participam em seminários para a promoção da paz, para a autonomia energética e alimentar, para o desenvolvimento comunitário, para a gestão natural dos recursos hídricos, para a cooperação com a natureza e os animais, para a educação livre.

A AULA

Este espaço multiúsos é uma construção bioclimática com estrutura em madeira e paredes de fardos de palha. As paredes são revestidas com reboco de cal, argila, areia e palha e, por fora, leva uma proteína de leite para impermeabilização. A cobertura do telhado é bioclimática e com as primeiras chuvas fica verde.

A Aula está equipada com um palco, sistema de som e cabines de tradução simultânea. Para além de outras atividades ali realizadas, aos domingos, às dez da manhã, realiza-se a ‘matinée’ aberta a toda a gente e os “vizinhos vêm muitas vezes assistir”, completa Fátima, “são reflexões, não ideológicas nem religiosas, sobre temas atuais ou sobre a conclusão de uma iniciativa ou o resumo de alguma atividade, é uma partilha”. Depois às onze há um ‘brunch’.

Fátima acrescenta que “este auditório foi feito em várias fases e que Sabine fez uma ‘Peregrinação Grace” em 2005, daqui a Israel, sem dinheiro nenhum, só para angariar fundos para a sua construção e só em 2007 é que começou a ser construído”.

O CENTRO CULTURAL

Este é um espaço que compreende uma livraria, um bazar, várias zonas de lazer, um bar e duas zonas de espetáculo onde são exibidos filmes e realizados concertos e outros eventos culturais, bem como tertúlias e outras atividades de discussão de ideias.

A ALDEIA DA LUZ

Um projeto cujo nome surge em homenagem à Aldeia da Luz submersa pelas águas da barragem do Alqueva. Foi iniciado por seis senhoras com mais de 60 anos, e outras duas mais jovens, que reuniram todas as suas economias e aquilo que sabiam fazer, numa tentativa de mostrar à comunidade e aos visitantes que, apesar da idade, as pessoas mais velhas têm ainda muito para dar e ensinar. Foram construídas três casas bioclimáticas, com técnicas de construção ecológicas.

Fátima mostra-nos um ‘atelier’ de cerâmica e de modelagem em barro “provavelmente a casa mais artística da Aldeia da Luz”. Existe ainda a casa da costura e a casa das plantas aromáticas que tem um odor particularmente deleitoso. “São todas casas de trabalho. Estas senhoras quiseram fazer as casas dentro dos temas das atividades de que gostavam ou que já sabiam”, informa Fátima.

A casa da costura foi oferecida pela senhora mais velha da comunidade, que já tem mais de 80 anos “e que fez durante muitos anos arranjos em vestuário para os membros da comunidade”. Agora coloca ao dispor da comunidade um local onde qualquer um pode aprender costura, reparar as suas roupas ou transformá-las em novo vestuário ou noutros objetos para venda no bazar. “De vez em quando damos roupas para projetos sociais, há sempre quem precise”, conclui Fátima.

A ALDEIA SOLAR

Em Tamera existe um sistema solar e outro de biogás, para cozinhar.
Na Aldeia Solar existe uma cozinha que pode alimentar mais de 40 pessoas. “A cozinha com estes sistemas de biogás e este grande espelho solar (espelho Scheffler), não foi planeada para ser assim”, conta Frederick, “não tínhamos a intenção de criar uma cozinha autónoma mas aproveitámos estes engenhos, construídos como experiência, para cozinhar”.

O sistema de biogás é relativamente simples e pode ser construído com poucas centenas de euros. “É muito barato e, se cuidares bem dele poderás ter biogás para sempre, bastando colocar os desperdícios da cozinha e algum estrume animal” acrescenta Frederick. Segundo este especialista não há qualquer razão, tirando o sistema não ser suficientemente conhecido nem conhecido como deveria, para que qualquer desperdício orgânico não vá parar a um sistema de biogás e produza gás gratuitamente.

Relativamente ao espelho Scheffler, um refletor solar de 10m2, com um foco fixo que concentra a luz solar num ponto, variando a posição do espelho que acompanha o movimento do sol, que é utilizado para o forno solar fornecendo vários milhares de watts, o equivalente a um grande bico de fogão industrial que ferve um panelão de água em 20 minutos. Segundo Frederick, com menos de mil euros de material é possível ter energia grátis para cozinhar. Todos os aparelhos de cozinha são aparelhos normais de confeção. “Posso garantir que no próximo ano, porque nessa altura teremos três vezes mais biogás do que hoje, estaremos completamente autónomos. Também no inverno”.

O objetivo de Tamera não é desenvolver tecnologia mas sim saber como é que a tecnologia se comporta numa cultura humanizada. “Talvez isso tenha de se realizar com tecnologia já existente, mais antiga, mas que precise de ser adaptada. A pergunta que se coloca é se a tecnologia funciona e se é ecologicamente sustentável numa cultura humanizada, de confiança, uma cultura de biótopo”, diz Frederick.

A política energética de Tamera passa por grandes painéis solares, veículos elétricos e casas ecologicamente sustentáveis (bioclimáticas). “Eu gostaria que as palavras autonomia e sustentabilidade fossem usadas com maior cuidado porque quando compramos painéis solares e os aparafusamos em casa, passamos a dizer que somos sustentáveis mas não fomos nós que produzimos os painéis nem os podemos reparar nem produzimos as chaves e os parafusos para prendê-los à parede”, afirma Frederick. “Todo este processo está a ir na direção certa mas temos de ter a consciência de que ainda dependemos demasiado dos sistemas centralizados de industrialização e que, mesmo comprando os painéis mais baratos e que os instalemos no lugar certo e que estes sejam usados por um período razoável de vida, nunca se evitará tanto CO2 como aquele que é emitido na sua produção, que obriga a um enorme gasto de energia fóssil”, diz.

Frederick fala de um projeto, no seu início, que tenta mostrar que “é possível ter uma superfície de espelho, de vários metros quadrados, de material plástico ultra leve que dois homens possam carregá-lo. Não é irrealista, é só algo que alguém tem de começar a fazer, não é física nova, não é nova tecnologia, é só concentrar a luz do sol e com essa energia se possa produzir vidro ou trabalhar o metal, por exemplo”. Tamera é um dos poucos lugares do mundo que está a investir nisso.

O TRABALHO ECOLÓGICO

Em Tamera procura-se encontrar o equilíbrio entre a ruralidade e a tecnologia. Um dos objetivos é encontrar o equilíbrio entre a produção realizada em Tamera e a produção da região. “Temos muitos parceiros de produção que vão cultivando os alimentos que consumimos”, informa Andrea, “é uma forma de apoiar os agricultores vizinhos mas também de absorver uma produção que já acontecia antes da nossa presença aqui e, nalguns casos, estimulá-la”. Em Tamera produz-se cerca de 20% dos legumes e frutos que são consumidos ao longo do ano. “A ideia não é sermos completamente autossuficientes em matéria de alimentos mas fomentar uma rede regional de produção alimentar e de trocas que sirva vários projetos e comunidades em redor”, acrescenta Andrea. Há também o cuidado com a escolha da vegetação que é principalmente comestível.

Uma grande parte dos produtos hortícolas e das frutas consumidas pela comunidade e pelos seus hóspedes cresce nas hortas, nos terraços e nas margens da paisagem aquática ao longo do ano. “Principalmente à volta do lago a ideia foi plantar árvores que dessem frutos que pudessem ser comidos à passagem, há muitas variedades”, diz Andrea. Neste momento existe algum cuidado na plantação das espécies mas nem sempre assim aconteceu, daí haver uma mistura entre ponderação, casualidade e experimentação. Para Andrea, “poderia ter-se criado mais interações benéficas entre as variedades e espécies”.

Relativamente à água, existe um poço a sete metros donde são bombeados cerca de 40 mil litros por dia para o uso doméstico. Para rega a água sai das barragens. Há muitas técnicas diferentes de reter a água da chuva numa paisagem e construir um lago é apenas uma delas. “Outra é cuidar da floresta existente, sobretudo nas encostas viradas a Norte”, informa, “cuidar do solo é cuidar da água”.

O princípio básico de Permacultura aplicado neste projeto é atrasar tanto quanto possível a chegada da água da chuva ao mar, ao mesmo tempo que se mitigam problemas de inundações e de arrastamento da parte fina dos solos com as chuvas torrenciais de inverno que assolam o Alentejo. “Porque sem estas bacias de retenção aquática perdemos duas vezes: a água vai-se embora muito rapidamente e com ela a parte mais fértil do solo, acelerando o processo de desertificação no sul da Europa, que aqui tentamos inverter desta maneira” remata Andrea.

O CIRCULO DE PEDRAS

São noventa e seis as pedras que incluem o Circulo de Pedras de Tamera. O lugar é central e elevado. Dali se pode ver o pôr-do-sol e o nascer da lua. No processo de investigação do ideal de comunidade, Sabine inspirou-se no passado pré-histórico, tendo visitado e estudado, durante vários anos, o Cromeleque dos Almendres, em Évora.

Para Sabine, o Círculo de Pedras de Tamera é o lugar que expressa a vontade de se viver em comunidade e que a comunidade é para todos muito importante, é o testemunho de um modo de vida não violento. “Este é o nosso lugar de encontro com a natureza e se temos algum aspeto para meditar é para lá que vamos”, reflete. “É para nós importante que se saiba que nós não somos uma comunidade religiosa”, reforça Sabine. “Algumas pessoas têm a sua religiosidade (católica, islâmica, budista) outras não, e cada um é livre de seguir a sua prática particular, mas na comunidade sentimos que é importante entrar em contacto com a sacralidade da vida em sim mesma, fora de qualquer religião, estar atento ao segredo do universo”, clarifica.

Tamera é uma comunidade com o universo, sem dominação mas em cooperação. Também com a natureza. “Essa é a nossa linha ética, ninguém quer superar ninguém (ou nada), ninguém é mais do que ninguém (ou do que coisa alguma) e assim se vive na verdadeira cooperação e quem quer viver aqui é importante que encontre a maneira de como isso funciona”.

O EXTERIOR

Tamera tem uma relação estreita com variadíssimos lugares no mundo, desde a América Central e do Sul, como o México, Colômbia ou Brasil, passando pela Europa, como a Alemanha, e pelo Médio Oriente, como Israel e Palestina e também em África, em países como o Quénia ou Togo.

Tamera é membro ativo da GEN (Rede Internacional de Ecoaldeias) desde o ano 2000. A GEN tem um estatuto consultivo na Comissão Económica e Social das Nações Unidas (ECOSOC), e é um parceiro da UNITAR, o Instituto para a Formação e Investigação das Nações Unidas. É também um dos membros mais representativos da RIE – Rede Ibérica de Ecoaldeias onde tem um papel muito ativo.

Num dos cantos da ‘Aula’ existe um tributo à comunidade de San José de Apartadó, uma comunidade de paz, na Colômbia que em 1996 juntou em Urabá, a região mais violenta daquele país, cerca de 1300 agricultores e refugiados, para criar uma comunidade neutra entre as frentes de guerra civil e que nos últimos anos quase 200 dos seus membros foram assassinados pelos paramilitares, pela guerrilha e pelos soldados. Tamera cultiva, há muitos anos, uma estreita amizade com a Aldeia da Paz.

NOTA FINAL

Afinal qual é o segredo de Tamera e da sua longevidade (mais de vinte anos) quando a maioria de projetos com finalidades semelhantes desaparecem ao fim de dois ou três anos? O que faz de Tamera uma comunidade ‘modelo’ e o que a mantém tão unida e coesa durante todos estes anos?

Tudo tem a ver com os principais valores que regem esta comunidade. “Valores ensinados desde muito cedo e que tentamos pôr em prática sempre que surge oportunidade, ou seja, todos os dias e são importantíssimos para podermos viver em conjunto como uma grande família”, informa Fátima. São eles: Transparência, Verdade, Confiança, Apoio Mútuo e Participação Responsável na Comunidade. “Estes são os pilares fundamentais de Tamera e o ponto de partida para tudo o que se faz aqui e, acredita, isto faz uma grande, enorme diferença no relacionamento entre tudo e todos”.

ELO: TAMERA – CENTRO DE INVESTIGAÇÃO E EDUCAÇÃO PARA A PAZ



TAMERA – Biótopo de Cura fica na Herdade do Monte do Cerro, em Relíquias

Muito mais há para dizer acerca de Tamera e do seu imenso trabalho realizado. Aconselha-se a leitura do livro “Tamera – um modelo para o futuro”, por Leila Dregger, e uma visita à comunidade (com marcação para office@tamera.org ou tel.: 283 635 333).

Sobre o Autor

Produtor cultural de vocação e profissão. O jornalismo vem a reboque do seu sentido de justiça apurado e pela procura da verdade. O Amor e o Humor fazem parte da sua vida. Escreve de acordo com o AO 1990.

Deixe uma resposta