Coronavírus – o que é e como proteger-se Informação da Direção Geral de Saúde

A Direção-Geral da Saúde (DGS) lançou, no passado dia 28 de fevereiro, um microsite sobre o novo coronavírus (Covid-19), onde os portugueses podem acompanhar a evolução da infeção em Portugal e no mundo e esclarecer dúvidas sobre a doença.

No ‘Covid-19’ (www.dgs.pt/corona-virus), os portugueses encontram resposta às perguntas “Covid-19, o que é”, “Estarei doente”, “Posso Viajar?”.

O microsite disponibiliza também uma área intitulada “Perguntas frequentes”, onde são dadas respostas às várias dúvidas levantadas como “o 2019-ncov é o mesmo que o SARS?”, “Como se transmite?”, Os animais domésticos podem transmitir a doença, “Quais os sinais e sintomas?” e “Qual o período de incubação?”

Em Portugal, todas as análises realizadas deram negativo para o novo coronavírus.

Uma atualização, também de sexta-feira, feita pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), refere que já existem 815 casos do novo coronavírus (Covid-19) na Europa.

Entre estes, já se registaram 19 mortes, 17 das quais em Itália e duas em França.

Segundo o ECDC, verificaram-se até ao momento casos de Covid-19 em Itália (650), Alemanha (47), França (38), Espanha (25), Reino Unido (16), Suíça (oito), Suécia (sete), Áustria (cinco), Noruega (quatro), Croácia (três), Grécia (três), Finlândia (dois), Bélgica (um), Dinamarca (um), Roménia (um), Estónia (um), São Marinho (um), Holanda (um) e Lituânia (um).

A nível mundial, o Covid-19, detetado em dezembro na China e que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou pelo menos 2.858 mortos e infetou mais de 83 mil pessoas, de acordo com dados reportados por meia centena de países e territórios.

Das pessoas infetadas, mais de 36 mil recuperaram.

A Comissão Europeia anunciou a “aquisição conjunta de equipamentos de proteção” para os Estados-membros minimizarem a propagação do novo coronavírus.

O MERCÚRIO visitou o site da Direção-Geral de Saúde (DGS) e do Serviço Nacional de Saúde 24 (SNS24) e recolheu a informação que se transcreve e que se recomenda a sua leitura integral.

O que é a COVID-19?

COVID-19 é o nome oficial, atribuído pela Organização Mundial da Saúde, à doença provocada por um novo coronavírus (SARS-COV-2), que pode causar infeção respiratória grave como a pneumonia. Este vírus foi identificado pela primeira vez em humanos, no final de 2019, na cidade chinesa de Wuhan, província de Hubei, tendo sido confirmados casos em outros países.

O que são os coronavírus?

Os coronavírus são um grupo de vírus que podem causar infeções nas pessoas. Normalmente estas infeções estão associadas ao sistema respiratório, podendo ser parecidas a uma gripe comum ou evoluir para uma doença mais grave, como pneumonia.

Este coronavírus é igual aos outros vírus?

Não. Apesar de se tratar de um novo vírus e ainda não existir um total conhecimento sobre este, sabe-se que é diferente dos outros, apesar de ter alguma semelhança (geneticamente) ao SARS. É necessário mais tempo de investigação para se conseguir apurar todas as suas características e qual o tratamento mais adequado.

Porque foi dado o nome de COVID-19?

A Organização Mundial da Saúde decidiu atribuir um nome que fosse fácil de transmitir e que não indicasse nenhuma localização geográfica, um animal ou grupo de pessoas. O nome, COVID-19, resulta das palavras “corona”, “vírus” e “doença” com indicação do ano em que surgiu (2019).

Qual a diferença entre COVID-19 e SARS-COV-2?

SARS-CoV-2 é o nome do novo coronavírus que foi detetado na China, no final de 2019, e que significa “síndrome respiratória aguda grave – coronavírus 2”. A COVID-19 é a doença que é provocada pela infeção do coronavírus SARS-CoV-2.

Quando foi detetada a COVID-19?

A COVID-19 foi detetado no final de dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan.

Qual é a origem da COVID-19?

A origem (fonte da infeção) da COVID-19 é desconhecida e ainda pode estar ativa, segundo as informações publicadas pelas autoridades internacionais.

Quais são os sinais e sintomas?

Os sintomas são semelhantes a uma gripe, como por exemplo:
febre
tosse
• falta de ar (dificuldade respiratória)
• cansaçoEm casos mais graves pode evoluir para pneumonia grave com insuficiência respiratória aguda, falência renal e, até mesmo, levar à morte.

Qual é o período de incubação?

O período de incubação estimado da COVID-19 (até ao aparecimento de sintomas) é de 2 a 14 dias, segundo as últimas informações publicadas.

Como se transmite?

A COVID-19 pode transmitir-se por:
• gotículas respiratórias
• contacto direto com secreções infetadas
• aerossóis em alguns procedimentos terapêuticos que os produzem (por exemplo as nebulizações)

A COVID-19 pode transmitir-se de pessoa a pessoa?

Sim e poderá ocorrer pela proximidade a uma pessoa com COVID-19 através de:
• gotículas respiratórias – espalham-se quando a pessoa infetada tosse, espirra ou fala, podendo serem inaladas ou pousarem na boca, nariz ou olhos das pessoas que estão próximas.
• contacto das mãos com uma superfície ou objeto infetado com o SARS-CoV-2 e se em seguida existir contacto com a boca, nariz ou olhos pode provocar infeção.

Os animais domésticos podem transmitir o coronavírus?

Não. De acordo com informação da Organização Mundial da Saúde, não há evidência de que os animais domésticos, tais como cães e gatos, tenham sido infetados e que, consequentemente, possam transmitir a COVID-19.

Em que países é que se detetaram pessoas infetadas?

Segundo os últimos dados disponibilizados os países onde foram reportados casos confirmados são:
Ásia: China; Tailândia; Taiwan; Japão; Coreia do Sul; Singapura; Vietname; Nepal; Malásia; Ski Lanka; Cambodja; Emirados Árabes Unidos; Filipinas; Índia; Irão Iraque; Israel; Kuwait; Afeganistão; Paquistão; Omã; Líbano; Barém; Azerbaijão e Qatar
Europa: França; Alemanha; Dinamarca; Geórgia; Finlândia; Itália; Reino Unido; Rússia; Espanha; Suécia; Suíça; Bélgica; Áustria; Croácia; Roménia; Grécia; Macedónia do Norte; Noruega; San Marino; Bielorrússia; Estónia; Lituânia; Luxemburgo; Holanda; Islândia; Mónaco; Arménia e Irlanda
América: Canadá; Estados Unidos da Améria; Brasil; México e Equador
Oceânia: Austrália e Nova Zelândia
África: Egipto; Argélia e Nigéria
Esta informação está constantemente a ser atualizada pelas autoridades internacionais e pode ser consultada no site do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças e na Organização Mundial da Saúde.

Qual é o tratamento?

Atualmente, o tratamento para a COVID-19 é dirigido aos sinais e sintomas que os doentes apresentam. Ainda não existe tratamento específico para esta infeção, segundo a informação publicada.

Os antibióticos são eficazes na prevenção e no tratamento da COVID-19?

Não, os antibióticos não resultam contra vírus, apenas bactérias. A COVID-19 é uma doença provocada por um vírus (SARS-CoV-2) e, como tal, os antibióticos não devem ser usados para a sua prevenção ou tratamento. Não têm resultados e podem contribuir para o aumento das resistências a antibióticos. Existem medidas que ajudam a prevenir a infeção por COVID-19 (ver abaixo) e também recomendações para os viajantes.

Já aconteceu algum surto com coronavírus em anos anteriores?

Sim. Em anos anteriores foram identificados alguns coronavírus que provocaram surtos e infeções respiratórias graves em humanos. Exemplos disto foram:
• entre 2002 e 2003 a síndrome respiratória aguda grave (infeção provocada pelo coronavírus SARS-CoV).
• em 2012 a síndrome respiratória do Médio Oriente (infeção provocada pelo coronavírus MERS-CoV).

Existe vacina para a COVID-19?

Não. Sendo um vírus recente, as investigações ainda estão em curso.

O que está a ser feito em Portugal para acompanhar a epidemia por COVID-19?

Foi ativado o dispositivo de saúde pública do país para monitorização e vigilância epidemiológica, gestão e comunicação de risco. Das várias atividades desenvolvidas, destacam-se:
• constituição de uma equipa de peritos/especialistas para dar resposta à epidemia.
• divulgação de comunicados diários.
• organização de conferências de imprensa.
• produção, divulgação e atualização de informação para o cidadão no site da Direção-Geral da Saúde, no SNS 24 e em outras instituições.
• produção e divulgação de materiais informativos para diferentes públicos, incluindo aeroportos, portos, unidades de saúde, escolas e população em geral.
• esclarecimento de dúvidas ou outros pedidos.
• monitorização de redes sociais.
• emissão de orientações técnicas e recomendações para profissionais do sistema de saúde e aeroportos;
• atualização e validação da informação disponível sobre os casos de doença respiratória aguda pelo novo coronavírus (COVID-19).
• capacitação do SNS 24 (808 24 24 24) para triagem e encaminhamento de casos suspeitos.
• reforço da linha de apoio ao médico para validação de casos suspeitos.
• articulação permanente com entidades internacionais para adoção de medidas emitidas pela Organização Mundial da Saúde e pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças e de acordo com a avaliação de risco a nível nacional;
• repatriamento de cidadãos que residiam ou que visitaram a cidade de Wuhan, província de Hubei, China.

Portugal está preparado para responder a um caso confirmado de COVID-19?

Sim. São várias as medidas que estão implementas e/ou a ser desenvolvidas:
• divulgação de comunicados diários no site da Direção-Geral da Saúde.
• esclarecimento e/ou triagem através do SNS 24 (808 24 24 24), disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana.
• reforço da Linha de Apoio ao Médico (LAM) da Direção-Geral da Saúde, aumentando a sua capacidade de resposta permanente.
• diagnóstico de possíveis casos de infeção pelo laboratório nacional de referência do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.
• garantir a segurança do sangue e derivados, assegurada pelo Instituto Português do Sangue e Transplantação.
• responder a eventuais casos da doença, nomeadamente no controlo de infeção, transporte de utentes e na correta utilização dos equipamentos de proteção.
• individual garantidos pelos hospitais de referência, assim como pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
• fazer a vigilância dos contactos em articulação permanente com instituições/organizações internacionais para adoção de outras medidas, em consonância com as recomendações que forem sendo emitidas pela Organização Mundial da Saúde e pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças.

Como se preparou o SNS 24 para responder a esta epidemia?

Para responder ao surto deste coronavírus, o SNS 24 preparou-se a diferentes níveis:
Serviço de Triagem:
o os algoritmos de triagem clínica foram atualizados para assegurarem um despiste adequado dos casos suspeitos de infeção por este novo coronavírus
o sempre que necessário são ativados os mecanismos de resposta de casos suspeitos, através do contacto com a linha de apoio ao médico da Direção-Geral da Saúde, onde se encontram médicos que validam, ou não, o caso suspeito
 em caso de validação do caso suspeito, são seguidas as orientações emitidas pela Direção-Geral da Saúde, nomeadamente, ao nível do transporte, isolamento e diagnóstico do doente.
Serviço Informativo:
o o SNS 24 (808 24 24 24) tem disponíveis conteúdos informativos, validados pela Direção-Geral da Saúde e em coerência com as autoridades internacionais, para esclarecerem a população.
o Veja mais informações sobre a abordagem ao caso suspeito; prevenção da infeção por COVID-19 e as todas recomendações aos viajantes.


Como me posso proteger da COVID-19?

Existem algumas medidas que ajudam a prevenir a infeção por COVID-19 e que devem ser adotadas por todos, tais como:
etiqueta respiratória:
o tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir
o utilizar um lenço de papel ou o braço, nunca com as mãos
o deitar o lenço de papel no lixo
o lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir

reforçar as medidas de higiene:
o lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou com uma solução de base alcoólica
o evitar contacto próximo com doentes com infeções respiratórias
Uma vez que não foram confirmados casos em Portugal, não estão indicadas medidas específicas de proteção.

Tenho de usar máscara para me proteger?

De acordo com a situação atual em Portugal, não está indicado o uso de máscara para proteção individual, exceto nas seguintes situações:
• pessoas com sintomas de infeção respiratória (tosse ou espirro).
• suspeitos de infeção por COVID-19.
• pessoas que prestem cuidados a suspeitos de infeção por COVID-19.

Existem medidas de prevenção específicas para as áreas com transmissão comunitária ativa?

Sim. Para as áreas com transmissão comunitária ativas (Ásia: China, Coreia do Sul, Japão, Singapura; Médio Oriente: Irão; Europa: regiões de Itália: Emiglia-Romagna, Lombardia, Piemonte, Veneto) as autoridades internacionais recomendam medidas de higiene, etiqueta respiratória e práticas de segurança alimentar para reduzir a exposição e transmissão da doença:
• evitar contacto próximo com doentes com infeções respiratórias.
lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou com uma solução de base alcoólica, especialmente após contacto direto com pessoas doentes.
• evitar contacto com animais selvagens ou de quinta.
• evitar visitar mercados e lugares onde existem animais vivos ou mortos.
• adotar as medidas da etiqueta respiratória:
o tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir.
o utilizar um lenço de papel ou o braço, nunca com as mãos.
o deitar o lenço de papel no lixo.
o lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir.
• reconsiderar as viagens planeadas e não essenciais para as áreas de transmissão comunitária ativas.
• manter-se informado e atualizado quanto às informações das autoridades de saúde.

Quais são medidas de prevenção específicas para as escolas?

A Direção-Geral da Saúde recomenda:
• caso alguém esteja doente deve ficar em casa.
• ensinar os alunos a lavar frequentemente as mãos com água e sabão.
• evitar tocar nos olhos, nariz e boca.
• ao espirrar e tossir, tapar o nariz e boca com o braço ou lenço de papel que deverá ser colocado de imediato no lixo.
• evitar partilhar material escolar ou brinquedos (lápis, canetas, borrachas, entre outros).
• evitar partilhar comida e outros bens pessoais (troca de chuchas, copos, telemóveis…).
• caso alguém tenha tosse, febre ou falta de ar (dificuldade respiratória), deve ligar para o SNS 24 (808 24 24 24), antes de se dirigir a um serviço de saúde e seguir todas as recomendações.

As empresas devem ter medidas preventivas para a COVID-19?

Sim. As medidas de prevenção da infeção por COVID-19 a seguir pelas empresas deverão ter em conta:
• as vias de transmissão direta (via aérea e por contacto com pessoa infetada).
• as vias de transmissão indireta (através de contacto com superfícies/objetos contaminados).
Por isso, a Direção-Geral da Saúde emitiu uma orientação técnica onde descreve todas as etapas que as empresas devem cumprir para estabelecer um plano de contingência específico.

Qual é o risco para a Europa?

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças considera, neste momento, que o risco de infeção por COVID-19 para a população da União Europeia ou do Espaço Económico Europeu é moderado. A avaliação de risco encontra-se em atualização permanente, de acordo com a evolução do surto.
A Direção-Geral da Saúde emite comunicados diários com informações e recomendações atualizadas.

É seguro receber cartas ou encomendas da China?

Sim. Os coronavírus não sobrevivem por longos períodos em objetos. As pessoas que recebem as encomendas ou cartas não estão em risco de serem infetadas pelo novo coronavírus.

A minha encomenda da China está a demorar mais do que o previsto a chegar. É devido à COVID-19?

Não há confirmação. As medidas de contenção das autoridades chinesas podem, possivelmente, estar a atrasar a entrega das encomendas, mas não temos nenhuma confirmação.

Tenho um familiar ou amigo que regressou de um país onde existem pessoas com COVID-19. Precisa de alguma declaração para voltar ao trabalho ou à escola?

Não. A Direção-Geral da Saúde recomenda:
• vigiar o aparecimento de tosse, febre ou falta de ar (dificuldade respiratória) durante os 14 dias após o regresso.
o caso tenha algum destes sintomas ligue para o SNS 24 (808 24 24 24) antes de se dirigir a uma serviço de saúde e siga todas as recomendações
• adotar medidas de etiqueta respiratória:
o tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir.
o utilizar um lenço de papel ou o braço, nunca com as mãos.
o deitar o lenço de papel no lixo.
o lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir.
• reforçar as medidas de higiene:
o lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou com uma solução de base alcoólica.

É seguro comer em restaurantes chineses?

Sim. Até ao momento não é conhecida a capacidade de transmissão do COVID-19 através de alimentos. Deve lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou com uma solução de base alcoólica.

Porque não ficaram em quarentena os cidadãos portugueses residentes na cidade de Wuhan que foram repatriados?

A legislação portuguesa não permite a quarentena. No caso de existir um caso suspeito, é de imediato recomendado o seu isolamento com afastamento social voluntário, sendo acionadas as medidas definidas pela Direção-Geral da Saúde.

Está recomendado, antes de se dirigir a um serviço de saúde, ligar para o SNS 24 (808 24 24 24). Sempre que necessário o SNS 24 (808 24 24 24) ativa os mecanismos de resposta e contacta a linha de apoio ao médico.


Posso viajar para um país que tem pessoas infetadas por COVID-19?

Sim. A Organização Mundial da Saúde não aplicou quaisquer restrições ao tráfego internacional, com base nas informações atualmente disponíveis. Deve reconsiderar as viagens para as áreas de transmissão comunitárias ativas, devido ao risco de infeção.
Em caso de viagem deve seguir todas as recomendações disponibilizadas para os viajantes, que se encontram listadas na pergunta seguinte. Aconselha-se ainda que os viajantes registem as suas viagens na aplicação Registo Viajante.

Quais são as recomendações para os viajantes?

Se vai viajar deve:
• seguir as recomendações das autoridades de saúde do país para onde viaja.
• evitar contacto próximo de pessoas com infeções respiratórias.
lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes.
• evitar contacto com animais.
• adotar medidas de etiqueta respiratória:
o tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir.
o utilizar um lenço de papel ou o braço, nunca com as mãos.
o deitar o lenço de papel no lixo.
• reconsiderar as viagens planeadas e não essenciais para as áreas de transmissão comunitárias ativas.
• manter-se informado e atualizado quanto às informações das autoridades de saúde.

Regressei de um país que tinha casos confirmados de COVID-19 e estou com sintomas. O que devo fazer?

Se regressou de um país que tinha pessoas com COVID-19 e apresenta sintomas como tosse, febre ou falta de ar (dificuldade respiratória) deve, em primeiro lugar, ligar para o SNS 24 (808 24 24 24) antes de se dirigir aos serviços de saúde e seguir todas as recomendações.

A Direção-Geral da Saúde recomenda que:
• vigie o aparecimento de tosse, febre ou falta de ar (dificuldade respiratória) durante os 14 dias após o regresso:
o caso tenha algum destes sintomas ligue para o SNS 24 (808 24 24 24) antes de se dirigir a uma serviço de saúde e siga todas as recomendações.
• adotar medidas de etiqueta respiratória:
o tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir.
o utilizar um lenço de papel ou o braço, nunca com as mãos.
o deitar o lenço de papel no lixo.
o lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir.

Regressei de uma área com transmissão comunitária ativa do novo coronavírus. O que devo fazer?

Não existem restrições à estadia no nosso país de pessoas que regressem de uma área com transmissão comunitária ativa do novo coronavírus. Contudo, a Direção-Geral da Saúde aconselha que nos próximos 14 dias:
• esteja atento ao aparecimento de tosse, febre ou falta de ar (dificuldade respiratória). Caso apareça algum destes sintomas ligue para o SNS 24 (808 24 24 24) antes de se dirigir a um serviço de saúde (por exemplo hospital) e siga todas as recomendações.
• meça a temperatura corporal duas vezes por dia e registe os valores.
• verifique se alguma das pessoas com quem convive de perto, desenvolve sintomas (tosse, febre ou falta de ar).
• adote medidas de etiqueta respiratória:
o tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir.
o utilizar um lenço de papel ou o braço, nunca com as mãos.
o deitar o lenço de papel no lixo.
lave frequentemente as mãos com água e sabão ou com uma solução de base:
o antes e após a preparação de alimentos ou refeições.
o após o uso da casa de banho.
o e sempre que as mãos estejam sujas.
• evite tocar nos olhos, no nariz e na boca com as mãos sujas ou contaminadas com secreções respiratórias
• mantenha algum distanciamento social:
o não permanecer em locais fechados e muito frequentados nos 14 dias após o regresso, sem necessidade absoluta (exceto atividades letivas e profissionais).
o evitar cumprimentos com contacto físico.

Quais são as zonas com transmissão comunitária ativa?

Neste momento as zonas ativas são:
Ásia: China, Coreia do Sul, Japão e Singapura.
Médio Oriente: Irão.
Europa: regiões de Itália: Emiglia-Romagna, Lombardia, Piemonte, Veneto.

Se existir um caso suspeito no mesmo avião onde viajo posso estar infetado?

O risco de ser infetado num avião onde viaja um caso suspeito é atualmente baixo, mas não pode ser excluído segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças. Caso se confirme que o doente está infetado por COVID-19, as autoridades de saúde contactam todas as pessoas consideradas próximas naquele voo.

As pessoas que regressam de países com casos confirmados por COVID-19 deviam ser rastreadas no aeroporto?

Segundo a informação publicada, não existem evidências quanto à eficácia do rastreio de passageiros no aeroporto de chegada, a fim de prevenir a propagação do vírus. Está aconselhado dar informações simples e claras às pessoas sobre o que devem fazer se aparecerem sintomas (tosse, febre ou falta de ar) nos dias seguintes à sua chegada.

Sobre o Autor

Em 2015, mercúrio nascia em Odemira como jornal mensal em papel; libertando-se para uma existência apenas digital, com uma presença online renovada e dinâmica, quatro anos depois, corria o mês de Outubro.

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